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A que horas os Estados Unidos vão atacar o Irã, de acordo com Trump

Guerra no Oriente Médio pode atingir maior ponto de tensão; presidente dos Estados Unidos tem feito reiteradas ameaças nos últimos dias

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump • Official White House Photo by Jo

A guerra que atinge o Oriente Médio — que tem como protagonistas os Estados Unidos, Israel e Irã — pode atingir o maior ponto de tensão na noite desta terça-feira (7). O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu ataques a partir das 21h (horário de Brasília), caso a República Islâmica não chegue a um acordo e não reabra Estreito Ormuz.

A declaração foi divulgada no último fim de semana. Em seguida, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca na segunda-feira (6), o republicano disse que o Irã poderia ser "derrubado" em uma noite, acrescentando que isso poderia acontecer nesta terça. Com reiteradas ameaças, Trump apontou que os Estados Unidos podem atacar usinas de energia, pontes e outras infraestruturas do país persa.

Ainda na segunda (6), Donald Trump, se referiu aos iranianos como animais. A declaração do republicano aconteceu após ser questionado se estaria cometendo um crime de guerra se atacasse estruturas civis do país.

"Não, por que eles [iranianos] são animais", disse. "Não estou preocupado sobre os alertar por alvejar infraestrutura civil [no Irã]", acrescentou.

Na terça (7), Trump afirmou que "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada", em referência à aproximação do prazo final para que o Irã feche um acordo com os Estados Unidos e reabra o Estreito de Ormuz.

Resposta do Irã

Como resposta, Teerã cortou as comuniações diretas com Washington nesta terça-feira (7), informou o The Wall Street Journal. O Irã também respondeu as ameaças dos Estados Unidos alertando que, caso atacarem usinas de energia do país, Teerã deixará "todo o Oriente Médio no escuro".

A porta-voz do governo do Irã, Fatemeh Mohajerani, disse à agência de notícias oficial da República Islâmica, IRNA, que as ameaças de Trump não contribuirão para um possível diálogo entre os países. Em uma entrevista, Mohajerani disse, nesta terça (7), que "manter a paz e a segurança do povo é a principal prioridade do governo, e ameaças não perturbarão a tranquilidade pública", acrescentando que "a porta para o diálogo se abre com respeito; o caminho estreito das ameaças, da mesquinhez e da humilhação não é uma porta de entrada".

O que é o Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo, que está praticamente paralisado pela guerra no Oriente Médio.

O conflito começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel começaram a bomberdear o Irã. O país persa, em represália, ataca bases militares norte-americanas na região, instalações israelenses e restringe o acesso ao Estreito de Ormuz. A via é o caminho de escoamento para 20% do Gás Natural Liquefeito (GNL) negociado no planeta. Além disso, cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam, em condições normais, pela passagem diariamente

O fechamento do Estreito de Ormuz afeta diretamente a economia mundial, visto que a maioria do fluxo atual está impedida de transitar no local. Nos Estados Unidos, por exemplo, o preço da gasolina chegou a US$ 3,72 por galão, em média, de acordo com a Associação Automobilística Americana (em inglês: American Automobile Association). Este é o preço mais alto do combustível comum desde 7 de outubro de 2023.

Além do prejuízo econômico, o fechamento do Estreito de Ormuz trouxe consequências no transporte marítimo e ataques contra embarcações, com desaparecimentos, feridos e mortes.

Estreito de Ormuz está fechado desde o início da guerra envolvendo o Irã, EUA e Israel • NASA | AFP
Estreito de Ormuz está fechado desde o início da guerra envolvendo o Irã, EUA e Israel • NASA | AFP

Entenda o conflito no Oriente Médio

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.