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46% dos brasileiros reconhecem direito de defesa de Israel e 28% apontam excesso militar em Gaza, diz pesquisa

Levantamento mostra também que mais de um terço dos entrevistados não sabem ou preferem não responder sobre o tema; religião influencia opinião

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DOIS MENINOS ADOLESCENTES EM CIMA DE DESTROÇOS NA FAIXA DE GAZA
Nesta segunda (24), defesa cívil informou que pelo menos três pessoas morreram em Gaza após bombardeios insraelenses  • Reprodução | Redes Sociais.

Uma pesquisa encomendada pelo Instituto Brasil-Israel (IBI) ao Instituto de Pesquisa IDEIA mostra que 46% dos brasileiros reconhecem o direito de defesa de Israel, enquanto 28% apontam excesso militar na Faixa de Gaza e 18% concordam com ambas as visões simultaneamente.

O levantamento ainda mostra que 35% dos participantes não souberam ou preferiram não responder. Além disso, 61% dos entrevistados declararam não se informar regularmente sobre assuntos internacionais ou não acompanhar continuamente o conflito.

O fato de mais de um terço dos entrevistados não falar sobre o assunto, para ila Schulman, CEO do Instituto de Pesquisa IDEIA, revela uma "lacuna estrutural de conhecimento sobre o tema".

Opinião baseada em identidade religiosa

A identidade religiosa mostrou ter uma influência direta na forma como os brasileiros compreendem o conflito. Entre evangélicos e neopentecostais, 57% afirmam que Israel está se defendendo, enquanto 15% apontam excesso de violência.

Já entre os católicos 39% apoiam a defesa de Israel e 24% vendo uso exagerado da força. Aqueles sem religião ou com espiritualidade própria tendem a ter 34% considerando que Israel comete exageros e 28% vendo a atuação como legítima defesa.

Pedro Kelson, diretor-executivo do IBI, destaca que esses dados revelam a "complexidade existente neste conflito", e que a falta de conhecimento no tema abre espaço para "simplificações perigosas e discursos de ódio".

Monitoramento nas redes

O monitoramento das redes sociais brasileiras desbravou a polarização nos discursos sobre Israel, com um crescimento de publicações críticas ao longo do período analisado. Gatilhos de engajamento foram associados a desdobramentos do conflito e a declarações do presidente Lula, que acusou Israel de genocídio na região.

No total de mais de 2,2 milhões de ocorrências analisadas, 66% das postagens sobre Israel foram classificadas como críticas e 34% como favoráveis.

Perfis ligados à direita eram majoritariamente pró-Israel, enquanto os de esquerda eram críticos ao Estado israelense.

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