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‘35 dias sem luz’: opositores asilados na embaixada argentina na Venezuela fazem denúncia

Governo da Venezuela diz que corte dos serviços públicos se devia à falta de pagamento.

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Venezuela teve sanções americanas retiradas após acordo
Desde 2019, as relações diplomáticas entre a Venezuela e os Estados Unidos estão rompidas • Aboodi Vesakaran/Pexels

Os cinco líderes da oposição venezuelana abrigados na residência do embaixador argentino em Caracas denunciaram, neste sábado (28), que estão sem energia há "35 dias", parte do que anteriormente definiram como um "cerco" à sede diplomática.

"É uma violação dos nossos direitos humanos", escreveu no a rede X Magalli Meda, braço direito da líder da oposição María Corina Machado, que está lá desde março. "Nossos salvo-condutos são um direito".

"Trinta e cinco dias sem eletricidade", acrescentou. "É uma embaixada-prisão".

Meda e os demais colaboradores de Machado são acusados de conspirar contra o governo do presidente Nicolás Maduro. Inicialmente eram seis, mas há uma semana um deles, Fernando Martínez Mottola, se entregou e está em liberdade condicional.

A oposição liderada por Machado alega que o seu candidato Edmundo González Urrutia venceu as eleições de 28 de julho e não Maduro, como anunciou a autoridade eleitoral, acusada de servir a ele.

A embaixada está sem pessoal diplomático desde agosto, após o rompimento das relações em resposta aos questionamentos do governo do presidente Javier Milei sobre a reeleição de Maduro.

Os refugiados denunciam há mais de um mês um "cerco" policial à sede diplomática: afirmam que agentes armados a cercam, impedem a entrada de alimentos e também cortam o abastecimento de água.

O ministro do Interior, o poderoso líder Diosdado Cabello, negou tal cerco e disse que o corte dos serviços públicos se devia à falta de pagamento.

A relação Buenos Aires-Caracas ficou ainda mais tensa após a prisão de um policial argentino na Venezuela, acusado de "terrorismo". Sua família insiste que ele viajou como turista para visitar a companheira e o filho venezuelanos, que estavam no país.

O governo de Milei classificou a ação como um "sequestro" e "quase um ato de guerra".

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