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Trump retorna aos EUA após segunda reunião com Xi Jinping na China

Sobre o Irã, ambos convergiram para a necessidade de encerrar os conflitos na região

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Donald Trump (R) e Xi Jinping • Kenny Holston / POOL / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, finalizou sua visita de Estado a Pequim nesta sexta-feira (15), partindo em direção a Washington após três dias de agendas intensas com o líder chinês, Xi Jinping. A despedida, ocorrida no Aeroporto Internacional da Capital de Pequim, foi marcada por uma cerimônia oficial, na qual Trump demonstrou otimismo ao embarcar no Air Force One. As informações são da CNN Brasil.

Durante a visita, que incluiu encontros na sede do governo em Zhongnanhai, os líderes discutiram temas sensíveis da agenda internacional. No que diz respeito ao Irã, ambos convergiram para a necessidade de encerrar os conflitos na região e concordaram que o governo iraniano não deve ter acesso a armas nucleares.

Xi Jinping descreveu o cenário global atual como uma "nova encruzilhada", defendendo que as duas maiores economias do mundo devem priorizar a parceria em vez da rivalidade. Em contrapartida, Trump exaltou a proximidade pessoal com Xi, afirmando que a relação bilateral está em um patamar de excelência sem precedentes.

Acordos comerciais e impasses

Embora a comitiva americana tenha indicado progressos nas negociações econômicas, nenhum novo tratado formal foi anunciado até o encerramento da visita. Contudo, sinalizações importantes foram feitas:
Setor aéreo: Trump mencionou que a China concordou com a encomenda de 200 jatos da Boeing.
Agricultura: representantes dos EUA esperam que Pequim oficialize a compra de dezenas de bilhões de dólares em produtos agrícolas anualmente.

Alerta sobre Taiwan

Apesar do tom amistoso das declarações públicas, as reuniões de portas fechadas revelaram pontos de alta fricção. Xi Jinping foi enfático ao alertar que as divergências sobre Taiwan representam um risco crítico, podendo levar a relação entre os países a um caminho de confronto. O alerta teria ocorrido durante uma reunião prolongada de mais de duas horas na quinta-feira, reforçando que a questão da ilha permanece como a principal linha vermelha de Pequim.

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