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Cuba analisa ajuda humanitária de US$ 100 milhões oferecida pelos EUA

Governo cubano cobra fim das sanções econômicas, mas afirma que não rejeitará apoio 'oferecido de boa fé' em meio à crise energética na ilha

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Cuba pode aceitar ajuda dos EUA
Cuba pode aceitar ajuda dos EUA • Canva

O governo de Cuba afirmou nesta quinta-feira (14) que está disposto a avaliar a proposta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões anunciada pelos Estados Unidos, embora tenha destacado que ainda não recebeu detalhes sobre a oferta feita pelo Departamento de Estado norte-americano.

Em publicação na rede social X, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou que ainda não está claro se a assistência será financeira ou material, nem se os recursos serão destinados às necessidades mais urgentes da população, como combustível, alimentos e medicamentos.

Apesar de criticar o que classificou como uma “incongruência” por parte de Washington, Rodríguez afirmou que o governo cubano não costuma rejeitar ajuda internacional oferecida “de boa fé” e com objetivos genuínos de cooperação.

Na quarta-feira (13), o governo norte-americano reiterou a proposta de assistência direta ao povo cubano, informando que os recursos seriam distribuídos em parceria com a Igreja Católica e organizações humanitárias independentes. Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que o governo cubano estaria impedindo a chegada da ajuda ao país.

Dias antes, Rodríguez havia chamado a proposta de “fábula”, mas nesta quinta destacou que Havana não vê problema em trabalhar com a Igreja Católica. O chanceler também afirmou esperar que a iniciativa não seja usada para fins políticos nem para explorar “as carências e a dor de um povo sitiado”.

Desde janeiro, Washington ampliou a pressão sobre Havana para implementar reformas econômicas e políticas, endurecendo medidas como o embargo ao petróleo e elevando o tom nas relações diplomáticas com a ilha.

A tensão ocorre em meio ao agravamento da crise energética em Cuba, marcada por apagões prolongados e escassez de combustível. Os cortes frequentes de energia provocaram protestos em algumas regiões de Havana na noite de quarta-feira.

Horas antes das manifestações, o ministro cubano de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, reconheceu que a situação energética no país está “muito tensa” e confirmou que as reservas de petróleo estão praticamente esgotadas.

Bruno Rodríguez voltou a defender o fim das sanções impostas pelos Estados Unidos, afirmando que “a melhor ajuda” que Washington poderia oferecer seria reduzir as medidas de bloqueio econômico, comercial e financeiro aplicadas contra Cuba.

* Com informações de CNN

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