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Venezuela solta 956 presos por protestos após reeleição de Maduro antes do Natal

Governo de Maduro solta quase mil detidos durante protestos contra sua reeleição, após pressão de familiares que realizaram vigílias em frente às prisões

O governo venezuelano libertou 956 pessoas das mais de 2.400 detidas durante os protestos contra a contestada reeleição do presidente Nicolás Maduro em julho. A informação foi divulgada pelo Ministério Público do país, após o anúncio de outras 223 libertações.

Familiares e amigos dos detidos vinham protestando e realizando vigílias há semanas, exigindo as libertações antes do período natalino. Na sexta-feira, foram anunciadas 200 libertações, que se somaram às 179 realizadas durante a semana e mais 300 desde novembro.

Acusações e condições de detenção

As mais de 2.400 pessoas presas nas horas seguintes à proclamação da vitória de Maduro para um terceiro mandato de 6 anos foram acusadas de terrorismo e incitação ao ódio. Muitas delas foram levadas para prisões de segurança máxima, sem ordem de prisão, de acordo com relatos de familiares e organizações não governamentais.

Essas entidades também denunciam maus tratos e torturas sofridos pelos detidos. A situação tem gerado preocupação internacional e críticas aos métodos do governo Maduro.

Contexto político

Os protestos foram realizados depois que a oposição, liderada por Maria Corina Machado, assegurou que o candidato Edmundo Gonzalez venceu as eleições, e não Maduro. A vitória do atual presidente não foi reconhecida por Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina, aumentando a pressão internacional sobre o regime venezuelano.

A libertação desses presos políticos pode ser vista como uma tentativa do governo Maduro de aliviar as tensões internas e melhorar sua imagem internacional. No entanto, a situação política na Venezuela permanece instável, com a oposição continuando a questionar a legitimidade do governo atual.

Ita
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