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Aposentado da Marinha recebe coração de porco em segundo transplante feito no mundo

Veterano da Marinha tem 58 anos e é o segundo paciente a ser transplantado com coração de porco

Imagem ilustrativa

Um homem aposentado da Marinha americana, identificado como Lawrence Faucette, 58 anos, é o segundo paciente no mundo a receber um transplante de coração de porco. Dois dias após a cirurgia, feita na última sexta-feira (22), o paciente estava falando e conseguia sentar, conforme detalham os médicos em boletim.

Faucette, antes do raro transplante, enfrentava uma insuficiência cardíaca grave, além de outros problemas de saúde que indicavam que ele não seria elegível para um transplante de coração tradicional, de acordo com médicos da Universidade de Medicina de Maryland. Embora as próximas semanas sejam críticas, os médicos ficaram entusiasmados com a resposta inicial de Faucette ao órgão do porco. As informações são do canal WBALTV11.

A mesma equipe de Maryland realizou, no ano passado, o primeiro transplante do mundo de um coração de porco geneticamente modificado em outro homem, David Bennett, que morreu dois meses depois da cirurgia. Faucette sabia do primeiro caso, mas decidiu que o transplante era a melhor chance dele de sobreviver.

“Ninguém sabe deste ponto em diante. Pelo menos agora tenho esperança e tenho uma chance”, disse Faucette em um vídeo gravado pelo hospital antes da operação.

Rim de porco

O Instituto de Transplante do hospital universitário NYU Langone em Nova York anunciou este mês que um rim de porco transplantado em um paciente com morte cerebral funcionou pelo recorde de 61 dias.

As primeiras pesquisas sobre xenotransplante tinham como foco órgãos de primatas. Em 1984, um coração de babuíno foi transplantado para uma recém-nascida conhecida como “Baby Fae”, mas ela sobreviveu por apenas 20 dias.

Atualmente, as pesquisas têm se concentrado em órgãos de porcos, que são considerados doadores ideais para os humanos devido ao tamanho de seus órgãos, por seu crescimento rápido e grandes ninhadas, e pelo fato de já serem criados como fonte de alimento.

Com informações da AFP

Jornalista graduada pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2005. Atua como repórter de cidades na Rádio Itatiaia desde 2022