Tempestade solar rara causa auroras boreais e coloca satélites em risco

Fenômeno intenso causou auroras boreais em todo o Canadá, parte dos Estados Unidos e Europa

Tempestade é a mais poderosa desde 2003

Depois de uma tempestade solar intensa, auroras boreais foram registradas em todo o Canadá, no norte dos Estados Unidos e em partes da Europa, na noite dessa terça-feira (20). O fenômeno, que foi o mais intenso desde 2003, pode causar interrupções nas redes de energia e na comunicação com satélites.

O Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC, na sigla em inglês) caracterizou a tempestade de radiação solar como rara. Medições de satélites da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos EUA, revelaram que a tempestade atingiu o nível S4, sendo que o mais alto é o S5.

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Em 2024, houve uma tempestade de nível máximo pela primeira vez em 20 anos. Porém, a atual tempestade é a mais poderosa desde 2003, agravando os riscos de interrupções temporárias na rede elétrica e interferência em comunicações por rádio, no controle de tráfego aéreo e em satélites em órbita.

Por causa disso, o SWPC emitiu um alerta para companhias aéreas, Administração Federal de Aviação (FAA), NASA, Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), Corporação Norte-Americana de Confiabilidade Elétrica (NERC) e outras entidades que podem ser afetadas pelo evento.

O que é uma tempestade de radiação solar e o que ela causa

Tempestades de radiação solar acontecem quando partículas e plasma em alta velocidade atingem o campo magnético da Terra, causando auroras boreais e austrais. As explosões solares, também chamadas de ejeções de massa coronal, podem levar vários dias para chegar à Terra e são as responsáveis pelo fenômeno.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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