Tempestade de radiação solar atinge nível raro e é a mais forte desde 2003

Fenômeno pode provocar falhas em satélites, interferências em comunicações e riscos à aviação

Tempestade solar de tamanha intensidade aconteceu pela última vez em 2003

Uma tempestade de radiação solar atingiu nível considerado raro nessa segunda-feira (19), segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC, na sigla em inglês). O fenômeno, que ainda está em andamento, não acontecia em tal intensidade desde outubro de 2003.

O evento fez com que a visibilidade da aurora boreal no Canadá, nos Estados Unidos e em parte da Europa ficasse ainda maior. Em 2024, quando houve uma tempestade de radiação solar de menor intensidade, moradores de parte do continente europeu também conseguiram observar as luzes.

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Medições de satélites da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos EUA, revelaram que a tempestade atingiu o nível S4, sendo que o mais alto é o S5. A intensidade do fenômeno segue aumentando e pode atingir o máximo.

O SWPC informou que notificou companhias aéreas, a Administração Federal de Aviação (FAA), a NASA, a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), a Corporação Norte-Americana de Confiabilidade Elétrica (NERC) e outras entidades que podem ser afetadas pelo evento. O alerta para essas instituições dura até a noite desta terça-feira (20).

O que é uma tempestade de radiação solar e o que ela causa

Tempestades de radiação solar acontecem quando partículas e plasma em alta velocidade atingem o campo magnético da Terra. O fenômeno pode causar interrupções temporárias na rede elétrica e interferir em comunicações por rádio, no controle de tráfego aéreo e em satélites em órbita.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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