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Como a Samarco incorpora sustentabilidade às decisões do negócio

Uso de energia renovável, reaproveitamento de água, economia circular, inovação e desenvolvimento dos territórios mostram como a empresa incorpora questões ambientais e sociais às decisões do negócio

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Na imagem, área de recuperacao florestal e recuperacao de nascentes em Melquiades, na Fazenda Toca da Boa Espera
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Sustentabilidade. Esta é uma palavra cada vez mais presente nas conversas sobre empresas, cidades, consumo e futuro. Mas, diante de um conceito tão utilizado, cabe uma pergunta. O que significa, de fato, ser sustentável?

Na mineração, essa discussão ganha ainda mais relevância, porque vai além de desenvolver atividades econômicas que conciliem produção e uso responsável dos recursos naturais. A atividade minerária fornece matérias-primas essenciais para a indústria e para a tecnologia presente no cotidiano, ao mesmo tempo em que precisa responder a importantes desafios ambientais e sociais. Por isso, sustentabilidade não pode permanecer apenas no discurso. Precisa fazer parte da maneira de produzir, das decisões adotadas hoje e do planejamento para o futuro.

É com essa perspectiva que a Samarco estrutura sua atuação. Na empresa, sustentabilidade ocupa posição central nas decisões sobre produção, investimentos e inovação. Aos 49 anos, a empresa vive uma nova etapa de sua trajetória enquanto trabalha para alcançar 100% da capacidade produtiva instalada a partir de 2028, incorporando mudanças importantes na forma de operar e responder aos desafios do setor mineral.

Sustentabilidade orienta as decisões

Uma das frentes dessa transformação está no uso mais eficiente dos recursos naturais. Hoje, 100% da eletricidade utilizada pela Samarco vem de fontes renováveis certificadas. A matriz inclui duas usinas hidrelétricas e ganhou reforço com a recente parceria para autoprodução de energia eólica, com fornecimento previsto de 45 MW médios a partir de 2027.

A água também ocupa posição importante nessa estratégia. Com a filtragem dos rejeitos, parte da água utilizada no processo produtivo pode retornar para a própria operação. A taxa global de recirculação está próxima de 90%, chegando praticamente a 100% em Ubu, no Espírito Santo, e a cerca de 84% no Complexo de Germano, em Minas Gerais.

Na agenda climática, a Samarco estabeleceu a meta de reduzir em 30% as emissões dos Escopos 1 e 2 até 2032 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050, considerando 2015 como ano-base. Desde 2022, o uso integral de eletricidade renovável certificada zerou as emissões de Escopo 2 da empresa.

As mudanças chegam também aos fornos de pelotização. A empresa vem substituindo gradualmente combustíveis fósseis por alternativas como bio-óleo e moinha de carvão vegetal. Em 2025, o consumo industrial de bio-óleo evitou cerca de 3,5 mil toneladas de CO₂ de origem fóssil.

Inovação transforma resíduos em recursos

Outro caminho para tornar a mineração mais sustentável está em olhar para materiais antes tratados como resíduos e encontrar novas possibilidades de utilização. Até julho de 2026, a Samarco aproveitou cerca de 29 milhões de toneladas de rejeito arenoso, volume equivalente a 67% de todo o material gerado desde a retomada das operações.

Parte desse rejeito já chegou à construção civil. Na Estrada da Purificação, em Ouro Preto, blocos produzidos com 33% de rejeito da Samarco foram utilizados na pavimentação. O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto e a Unidade EMBRAPII em Mineração Sustentável, também abriu espaço para pesquisas sobre novas aplicações do material.

A economia circular aparece ainda no aproveitamento de coprodutos da lavra de mármore. O material que seria descartado por outra cadeia produtiva passou a substituir parcialmente o calcário utilizado na fabricação das pelotas. Desde a homologação da solução, em 2022, cerca de 588 mil toneladas desse material já foram destinadas ao processo produtivo.

A inovação sustenta boa parte dessas mudanças. Somente em 2025, a Samarco investiu R$ 52,5 milhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação, trabalhando em parceria com universidades, startups e centros especializados.

Essa agenda ambiental também alcança os produtos que chegam aos clientes. As pelotas produzidas pela empresa apresentam alto teor de ferro e podem ser empregadas em tecnologias de fabricação de aço com menor intensidade de carbono, conectando os esforços realizados dentro das operações aos desafios de descarbonização da siderurgia mundial.

Compromisso com o Rio Doce

A sustentabilidade também envolve responsabilidade pelos impactos gerados ao longo da trajetória da empresa. Nesse contexto, a Samarco cumpre integralmente as ações previstas no Novo Acordo do Rio Doce, homologado pelo Supremo Tribunal Federal em novembro de 2024.

O valor global destinado à reparação chega a R$ 170 bilhões, somando compromissos já realizados e novas obrigações. Até agosto de 2026, R$ 43,6 bilhões haviam sido executados no âmbito do Novo Acordo. Considerando todo o período desde 2015, o total destinado às ações de reparação chega a R$ 81,9 bilhões.

Na frente ambiental, mais de 47,4 mil hectares foram protegidos para restauração florestal e cerca de 4,6 mil nascentes foram cercadas até julho de 2026. A Rede Rio Doce de Sementes e Mudas reúne mais de mil integrantes e conecta recuperação da Mata Atlântica, geração de renda e conhecimento técnico nas comunidades.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento das regiões onde a Samarco atua integra a estratégia de sustentabilidade. A empresa reúne cerca de 20,4 mil empregados próprios e contratados em Minas Gerais e no Espírito Santo, mantém programas de qualificação profissional e fortalece fornecedores locais. Desde a retomada, o Programa Força Local acumulou mais de R$ 6,1 bilhões em contratações locais.

Voltando à pergunta inicial sobre o significado de sustentabilidade, as respostas aparecem justamente quando o conceito deixa o papel e chega à prática. É isto que a Samarco faz. Usa melhor a água e a energia, reduz emissões, transforma resíduos em novos recursos reutilizáveis, investe em segurança e inovação, contribui para o desenvolvimento dos territórios e assume responsabilidades por eventuais impactos provocados. Para a Samarco, sustentabilidade é um propósito, que reúne essas diferentes dimensões e se consolida como um dos pilares que orientam a empresa na construção de uma mineração mais segura, responsável e preparada para o futuro.

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