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Agricultura mais que dobra na Mata Atlântica, que perde 5 milhões de hectares

Área destinada às lavouras mais que dobrou entre 1985 e 2025; pastagens foram principal origem das novas áreas agrícolas

PorBrasília
A Mata Atlântica é a principal formação vegetal do Parque Estadual Serra do Brigadeiro
A Mata Atlântica é a principal formação vegetal do Parque Estadual Serra do Brigadeiro • Evandro Rodney | Agência Minas

A expansão da agricultura transformou a ocupação do território da Mata Atlântica nas últimas quatro décadas. A área destinada às lavouras mais que dobrou entre 1985 e 2025, passando de 9,7 milhões para 20,5 milhões de hectares. No mesmo período, o bioma perdeu 5 milhões de hectares de vegetação nativa, segundo levantamento do MapBiomas divulgado e.

O avanço agrícola acrescentou aproximadamente 11 milhões de hectares à área de lavouras. Cerca de 79% dessa expansão ocorreu sobre pastagens, que perderam aproximadamente 11 milhões de hectares ao longo do período.

A soja ganhou 8,7 milhões de hectares e chegou a 11,11 milhões em 2025. Já a cana-de-açúcar avançou 5 milhões de hectares, atingindo 6,15 milhões de hectares. A silvicultura também quadruplicou sua área, chegando a 4,9 milhões de hectares.

 

O estudo aponta mudanças na cobertura e no uso da terra, mas não avalia se a expansão agrícola ocorreu dentro da legalidade ou se houve desmatamento autorizado ou irregular.

Vegetação secundária também sofre perdas

A vegetação secundária, que cresce em áreas anteriormente desmatadas, representa 24% da cobertura nativa atual do bioma. Desde 1985, mais de 8 milhões de hectares desse tipo de vegetação se estabeleceram.

Apesar da regeneração, a supressão continua. Entre 2021 e 2025, foram desmatados 1,2 milhão de hectares de vegetação nativa, dos quais 700 mil eram de vegetação secundária. O dado significa que 60% da supressão recente atingiu áreas regeneradas.

Em 2025, a vegetação nativa ocupava 32% da Mata Atlântica, enquanto a agropecuária correspondia a 63% do território.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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