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Especialista em segurança analisa impacto de roubo ao Louvre em outros museus

Professor da UFJF especialista em segurança conta como artefatos históricos sofrem com falta de proteção na instituições

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Com proprietários ilustres, as joias roubadas atravessaram dois séculos de história
Com proprietários ilustres, as joias roubadas atravessaram dois séculos de história • Pixabay / Museu do Louvre - Montagem

O ousado roubo de peças valiosas do Museu do Louvre, na França, mobiliza a atenção do mundo. A polícia francesa prendeu mais cinco suspeitos do crime ocorrido em 19 de outubro. Um deles pode, inclusive, ter integrado o grupo de assaltantes que levaram joias da época napoleônicas avaliadas em mais de 100 milhões de dólares - R$ 538 milhões, na cotação atual.

Essa questão reacendeu o debate sobre a segurança desses locais. E se aconteceu em Paris, algo semelhante poderia ocorrer no Brasil? Em busca desta resposta, a Itatiaia entrevistou Rodrigo Christofoletti, professor de patrimônio cultural no Programa de pós-graduação em História da UFJF e coordenador do grupo de pesquisa Patrimônio e Relações Internacionais

"Esses crimes são muito comuns em grandes museus e pequenos museus. Diz-se que foi um roubo cinematográfico, eu não vejo dessa forma... Isso só demonstra que um transatlântico daquele tamanho necessita de um sistema de segurança mais robusto"

Em âmbito local, o alerta serve para os museus de Juiz de Fora e região, sobretudo o Museu Mariano Procópio e o Museu de Arte Murilo Mendes, que são reconhecidos nacionalmente.

"É muito importante desde a entrada das pessoas que vão visitar o museu. Até a disponibilização de câmeras de vídeo, isso é muito importante porque pelo menos faz com que coíba mais o roubo de objetos históricos", disse Rodrigo Christofoletti.

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*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Michel Santos

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Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.

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Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.