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Entre Linhas e Afetos: rendeira é retratada em mostra no Museu de Cultura Popular

Exposição segue em cartaz até o dia 25 de setembro, com visitação gratuita, de segunda a sexta-feira, das 13h às 16h.

PorJuiz de Fora
Mulher rendeira é evidenciada em exposição no Museu da Cultura Popular • UFJF / Divulgação

O Forum da Cultura da UFJF recebe durante o mês de setembro a mostra “Entre linhas e afetos”, em cartaz no Museu de Cultura Popular. A exposição busca valorizar e evidenciar a riqueza dessas práticas manuais, em grande parte realizadas por mulheres, a mostra reúne rendas, bordados, colchas confeccionadas em tear, crochês e pequenas esculturas de rendeiras.

A exposição “Entre linhas e afetos” segue em cartaz até o dia 25 de setembro, com visitação gratuita, de segunda a sexta-feira, das 13h às 16h.

A mostra apresenta a figura da rendeira, que integra o imaginário popular brasileiro e simboliza a transmissão de conhecimentos que atravessam gerações. Para muitas mulheres, essa atividade também representa uma importante fonte de renda e, em alguns casos, constitui a única forma de sustento de suas famílias.

Entre os itens apresentados estão as almofadas de bilros. No Brasil, a renda de bilros é uma das técnicas de maior abrangência geográfica. O trabalho é realizado sobre uma almofada cilíndrica, apoiada em um suporte de madeira e posicionada na altura adequada ao corpo da artesã. Geralmente preenchidas com materiais como serragem, capim ou algodão, essas almofadas são revestidas com tecidos de cores neutras, de modo a não interferir na visão durante a confecção.

Também chamam a atenção os tapetes e as capas de almofadas confeccionados a partir de retalhos, formando mosaicos singulares. Cada pedaço de tecido traz consigo uma origem: pode ser uma barra de vestido florido que deixou de ser usada, o bolso de uma calça jeans aposentada ou até mesmo um metro de tecido comprado que permaneceu guardado sem nunca encontrar uma finalidade.

A exposição convida o visitante a imaginar quem produziu cada item, quem utilizou aquelas almofadas, em que momentos os bordados foram confeccionados e quais histórias podem estar escondidas em seus fios.

As peças em exibição são provenientes de Juiz de Fora, Passos, Belo Horizonte e Patos de Minas (MG); Florianópolis (SC); Guaratinguetá (SP); Caruaru (PE) e Teresina (PI). A diversidade de procedências demonstra como as artes do trançar, tecer e bordar estão presentes em diferentes regiões do país e integram, de maneira profunda, as manifestações da cultura popular brasileira.

*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Désia Souza

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Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.

 

 

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