Do futebol ao 14 Bis, Flávio Venturini relembra momentos da carreira
Cantor e compositor apresenta turnê de 50 anos de carreira, neste sábado (05), no palco do Cine Theatro Central, e destaca importância de Juiz de Fora na trajetória

Em turnê de celebração pelos 50 anos de carreira, Flávio Venturini será a atração do Cine-Theatro Central em Juiz de Fora neste sábado (05), às 21h. O cantor, compositor e fundador da banda 14 Bis relembrou momentos da carreira, curiosidades e falou sobre a relação com o futebol em entrevista durante o Go Back, na Itatiaia.
O show é parte da turnê "Minha História - 50 anos", que celebra o marco da carreira de Flávio e foi motivado ainda ano passado, com o lançamento de um novo disco. "Ele contou com grandes participações de artistas brasileiros, foi um disco para comemorar os 50 anos de carreira. E eu continuo com a turnê 'Minha História' que é um apanhado da minha carreira", revela.
O álbum conta com duetos com alguns dos maiores artistas brasileiros como Djavan, Ney Matogrosso, Jota Quest, Frejat, Guilherme Arantes, Vanessa da Mata e Ivete Sangalo. O disco conta com sucessos como "Todo Azul do Mar", "Nascente", "Noites com Sol", "Linda Juventude".
A relação com Juiz de Fora
O cantor ainda destacou a relação com a cidade, que possui espaço marcante em sua carreira e da música. Flávio foi membro da banda "O Terço",de 1974 a meados de 1977. "O Terço deslanchou em Juiz de Fora, a banda ganhou um festival musical famoso que acontecia na época", relembrou.
Na entrevista, ele ainda cita outros momentos importantes da cidade, ao longo da carreira. "Juiz de Fora é uma cidade importante na minha carreira, tem vários momentos bonitos. Principalmente no Cine-Theatro Central que é muito bonito, uma joia da arquitetura", destaca Flávio.
A trajetória musical
Em 50 anos de carreira, história é o que não falta para contar. Flávio Venturini foi membro do "O Terço", mas o ápice viria pouco tempo depois, com outro grupo histórico, o "14 Bis". Ele conta como foi a formação do grupo.
"O 14 Bis foi uma passagem muito boa. Era um sonho fazer uma banda pop rock, eu fundei com meu amigo Vermelho (José Moreira), começamos na música juntos, fizemos exército e saímos tenentes e então começamos a nos encontrar para fazer música", relembrou.
Os outros membros, o irmão mais novo Cláudio Venturini, foi apresentado a banda. Sérgio Magrão veio do Terço e Hely Rodrigues foi conhecido ao longo dos 'bailes da vida', em Belo Horizonte, segundo Flávio.
Com a banda, Flávio permaneceu por nove anos, desde a fundação em 1979 até a saída para carreira solo em 1988. Durante a entrevista, perguntado sobre como é a relação com um dos maiores sucessos da banda "Todo Azul do Mar", ele contou que, curiosamente, o sucesso não estava nos planos.
"Quando a gente faz uma música, algumas a gente tem noção que vai fazer sucesso, outras a gente nem sabe e de repente começa. Foi o caso de 'Espanhola', que eu nunca imaginei. Quando lançamos o disco que tem 'Todo Azul do Mar', lançamos com outra música, até que um dia entrou um diretor ouviu e falou 'não acredito, vamos trabalhar essa música, ela vai ser o maior sucesso' e não deu outra", relata.
Durante o período da pandemia, Flávio foi um dos artistas que realizou shows em lives na internet para entrar em contato com o público e fãs que estavam afastados. Em uma das primeiras ocasiões, foi um sucesso, não somente por números, mas por uma ação realizada.
"Foi uma coisa que a gente foi descobrindo, as pessoas encontraram uma forma de se comunicar mesmo fechados em casa. A primeira live que eu fiz foi de Muriaé, foi uma live beneficente, eu tenho uma amiga que mora nos Estados Unidos e ajuda algumas creches no Brasil. Fizemos com arrecadação de recursos para essa associação e conseguimos patrocínios, doações para crianças. Foi a que deu mais público", destacou Flávio sobre a live que alcançou mais de 300 mil pessoas simultâneas na época.
A relação com o futebol
Além da música, Flávio Venturini também tem relação com o futebol. Torcedor do América, ele relembra que chegou a atuar na várzea de Belo Horizonte.
"Eu joguei futebol amadoristicamente, jogava na várzea de Belo Horizonte, quando era bem jovem. Eu joguei no Cruzeiro do Sul, um clube que era da várzea.", contou.
Confira a entrevista completa de Flávio Venturini concedida ao apresentador Gil Horta.
*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Désia Souza
Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.



