Diretor do JF Vôlei comenta temporada frustrante e projeta futuro
Em entrevista à Itatiaia, Maurício Bara fez balanço da trajetória da equipe no retorno a Superliga Masculina após 8 anos.

O JF Vôlei já está rebaixado para a Superliga B, após uma temporada difícil na Superliga Masculina de Vôlei. A equipe não conseguiu obter resultados e com apenas um jogo restante, o time soma 3 pontos. Em entrevista à Itatiaia, o diretor Maurício Bara relatou os desafios do retorno após 8 anos fora da elite do voleibol brasileiro e projetou as prováveis mudanças para a reconstrução, na segunda divisão de vôlei.
Sem obter vitórias e com poucos sets vencidos, o JF Vôlei foi rebaixado com antecedência, para o dirigente o desempenho foi frustrante, pois esperava-se uma luta contra o rebaixamento até o fim da competição.
"Foi uma temporada muito difícil. Ainda temos que fechar a temporada, mas dizer que a gente não esperava que fosse difícil é mentira. A expectativa é que a gente estivesse brigando nos últimos momentos contra o rebaixamento", comentou.
Veja a entrevista completa:
Desfalques e contratações sem efeitos
Para a temporada 25/26, o JF Vôlei trouxe reforços, como o centra Lucas Fonseca e o ponteiro Fernando Pires. No entanto, o time não encaixou e os atletas deixaram a equipe ainda durante a temporada.
Além das contratações que não funcionaram, desfalques também foram um problema para Maurício.
"Tivemos alguns contratempos, como algumas contratações que não surtiram efeito, tivemos a lesão do Wesleen que nos desfalcou 6 jogos e isso para uma equipe como a nossa são detalhes que fazem a diferença", explicou.
Para ele, faltou solidez na equipe, para que os resultados fossem conquistados e a dificuldade no mercado para as equipes que sobem não ajudou.
"'Acho que faltou um pouco de maturidade, de tranquilidade, experiência. A gente tentou trazer, mas não conseguiu, porque quando você sobe da Superliga B o mercado já movimentou e o encaixe não foi o melhor possível", relatou.
Falta de apoio e continuidade do projeto
A falta de apoio local também foi um fator que contribuiu para a temporada frustrante. O diretor afirma que apesar dos resultados negativos, o público não abraçou a torcida, mesmo no começo das competições.
A gente esperava pelo menos nos primeiros jogos públicos maiores, mas por algum motivo, não só pelo resultado que é o fator principal, mas no Campeonato Mineiro não aconteceu nada demais. No primeiro jogo da Superliga tivemos um público pequeno. As coisas não aconteceram de maneira espontânea no tamanho que foi na temporada passada", finalizou.
Questionado sobre a continuidade do projeto, Maurício comentou sobre a consolidação do projeto e a expansão da equipe por Juiz de Fora.
"Temos hoje quase 500 crianças jogando em 9 núcleos gratuitos pela cidade. Temos quase 1000 pessoas jogando vôlei, nas categorias de base temos mais de 100 atletas. Então estamos muito consolidados", contou o diretor do JF Vôlei.
Por fim, Maurício Bara explicou à Itatiaia que a equipe ainda não deu início as conversas com o elenco atual sobre permanência para a Superliga B. No entanto, já há projeção sobre como será a equipe.
"Vamos batalhar agora para reconstruir, não é fácil quando você desce, a gente já passou por isso. Mas a palavra que vai pautar o próximo ciclo é austeridade financeira. Vamos montar um elenco bem jovem, com muita energia para representar o JF Vôlei e Juiz de Fora", finalizou.
*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira
Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.



