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Danilo Caymmi destaca herança de família e relembra passagem por Juiz de Fora

Cantor e compositor integra o espetáculo Bossa Sempre Nova junto de Roberto Menescal e Patty Ascher. Apresentação será no próximo sábado (14), no Cine-Theatro Central.

Por, Juiz de Fora
Danilo Caymmi, em Bossa Sempre nova
Danilo Caymmi, em Bossa Sempre Nova • Divulgação

O Cine-Theatro Central recebe, no dia 14 de novembro, a partir das 20h, o espetáculo Bossa Sempre Nova, que reúne três grandes nomes da música: Roberto Menescal, Patty Ascher e Danilo Caymmi. Em entrevista durante o Go Back, o filho de Dorival Caymmi e Stella Maris falou sobre o legado musical da família, trajetória artística e convidou o público.

Com um repertório que resgata clássicos e atravessa gerações, Danilo destacou uma das características do show, que já passou por inúmeras regiões ao longo do Brasil.

"Vai passando de geração em geração, inúmeras vezes eu vi músicos de rua tocando Bossa Nova. Esse espetáculo que vamos apresentar é muito bom, a gente percorreu o Nordeste, Sul, mas tem uma característica muito especial. A Patty Ascher é uma super cantora, ela vive em Las Vegas e vem ao Brasil fazer esses shows com a gente. É uma característica muito bacana, porque é o modo de trabalhar no show business americano", explicou.

Ele destacou a produção, as luzes e a banda escolhida por Patty, que para Danilo trazem um diferencial à apresentação. Além disso, o músico ressaltou as raízes mineiras e fez um convite especial, não só ao público de Juiz de Fora, mas para toda a região.

"Eu gostaria muito da presença das pessoas de Bicas, Pequeri, Mar de Espanha, Levy Gasparian, que eu tenho parentes. Então eu convido todo esse pessoal, porque é um show muito bacana. É um show de alegria, então eu gostaria muito que vocês comparecessem", completou.

A música através das gerações

Filho de dois nomes consagrados da música brasileira, Dorival Caymmi, autor de composições históricas como  "O Mar", e Stella Maris, intérprete de canções como "Meu  Ciúme", Danilo teve uma relação natural com a Bossa Nova desde a infância. No entanto, ele ressalta que uma canção foi especial.

"Eu tinha 11 anos de idade mais ou menos, quando na casa dos meus pais, meu pai recebia gente muito importante. Eu sempre ouvi desde garoto, o impacto da música 'Chega de Saudade', que foi uma sacudida na cabeça", contou.

Além de destacar a família de músicos, Danilo também ressalta a presença de Juiz de Fora na trajetória musical, em outros trabalhos.

"É bacana nascer em uma família que já tem a música como profissão. Somos todos compositores, eu, meus irmãos. E eu fico muito feliz de estar trabalhando em Juiz de Fora, eu estive aí em 1990, em um show muito importante com o Tom Jobim. Eu trabalhei com ele na Banda Nova, até ele falecer", relembrou.

Questionado sobre a relação com um de seus trabalhos mais famosos, Danilo contou que até mesmo ele se surpreende com a capacidade da música em atravessar gerações.

"Eu mesmo fico muito surpreso, porque vai passando de geração em geração. Outro dia mesmo eu dei um depoimento em um trabalho escolar sobre 'Andança'. Como dizia o Paulinho Tapajós, são duas canções que se enamoram, acho que é perfeito isso, a ideia que a música transmite", finalizou.

Composta por Danilo Caymmi, Paulinho Tapajós e Edmundo Souto, "Andança" foi apresentada pela primeira vez em 1968 e eternizada na voz de Beth Carvalho.

Ouça a entrevista completa de Danilo Caymmi com o locutor Gil Horta:

*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira

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Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.

 

 

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