'Inspiração Divina': Patty Ascher destaca legado da Bossa Nova antes de show em Juiz de Fora
Próximo a apresentação da Bossa Sempre Nova, Patty Ascher falou sobre o projeto, a parceria de longa data com Roberto Menescal e a expectativa para o show em Juiz de Fora

No dia 14 de novembro, a partir das 20h, o Cine-Theatro Central em Juiz de Fora recebe a Bossa Sempre Nova. Durante o programa Sequência Máxima da Itatiaia, a cantora Patty Ascher comentou a parceria com Roberto Menescal, um dos fundadores do movimento e Danilo Caymmi, filho de Dorival Caymmi e herdeiro de um dos legados da MPB.
A cantora que faz carreira nos Estados Unidos comentou a oportunidade de se reunir com grandes nomes da Bossa Nova e se apresentar por diversas cidades brasileiras.
"Temos esses pesos pesados da MPB no show, e eu tenho essa sorte de poder dividir o palco com eles. Eu moro aqui nos Estados Unidos há 14 anos, mas estou muito feliz de estar fazendo esses shows no Brasil. Não vejo a hora (de estar em Juiz de Fora), todo mundo fala que é a melhor comida no Brasil e o público é maravilhoso, especialmente no Cine-Theatro que é um palco tão bonito", disse Patty.
O show reúne clássicos como O Barquinho, Você, Chega de Saudade, Desafinado, Água de Beber, The Look of Love. Com essa junção de história e música, para Patty a apresentação será uma oportunidade única para o público.
"É um momento único para ver um dos fundadores da Bossa Nova no palco, tocando, cantando, contando histórias. Não é só música, ele divide histórias, como ele compôs a canção Barquinho. É uma noite única, o Menescal é um dos últimos da geração dele que ainda está entre nós", afirmou.
De padrinho musical a parceiro de palco
A relação entre Patty e Roberto Menescal é extensa, ambos trabalharam juntos ainda no primeiro álbum da cantora, o Bacharach Bossa Club de 2007. O trabalho foi dedicado às canções de Burt Bacharach e produzido por Menescal. Durante a entrevista, Patty comentou a parceria de longa data.
"O Menescal é meu padrinho musical. Produziu, lançou meu primeiro álbum, já contabilizamos 50 milhões de reproduções no Spotify desse primeiro álbum, então foi um sucesso muito grande. Sempre me guiando, me orientando na minha carreira musical, então, para mim, é um presente ainda maior voltar com ele ao palco", destacou.
Ela também explicou que o projeto surgiu de uma inspiração de Menescal, que almejava cruzar o país com a música.
"Era uma vontade do Roberto Menescal, um dos fundadores da Bossa Nova, de fazer um projeto cruzando o país. Então a gente tem visitado várias capitais, várias cidades e onde passamos os shows estão sempre lotados, o público canta e se emociona com os sucessos da Bossa Nova", explicou.
Clássicos ganham novas interpretações
O show que reúne diversas canções clássicas conhecidas pelo público se destaca, para Patty, também pelas diferentes interpretações possíveis para o público. Ela ainda ressalta que mesmo para ela será uma experiência diferente.
"Na realidade, são grandes clássicos, mas cada um de nós tem o nosso jeito de cantar e interpretar. Como eu moro há muitos anos nos Estados Unidos, é interessante porque muitas dessas canções eu canto em inglês e agora no Brasil eu canto em português (risos)", comentou.
Perguntada sobre como a Bossa Nova consegue permanecer no gosto do público, mesmo quase 70 anos depois do início do movimento, em 1958 no Rio de Janeiro, Patty contou que para ela é algo especial, como se as músicas carregassem uma inspiração divina.
"É uma mágica, não é uma fórmula. A gente tem esse tesouro na música brasileira e grandes compositores. São músicas tocadas e cantadas no mundo todo, eu fiz uma turnê no Japão recentemente e o público no Japão canta essas canções em português. Acho que é uma inspiração divina que eles tiveram e toca no coração e fica", finalizou.
Ouça a íntegra da entrevista de Patty Ascher no programa Sequência Máxima, com Márcio Santos:
*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira
Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.
Márcio Santos é jornalista e locutor. Como repórter, participou de várias jornadas esportivas pela Itatiaia e também tem passagens pelas rádios CBN, Globo, Solar e jornal Tribuna de Minas.




