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Dia Mundial do Queijo: especialista indica 5 artesanais que todo mineiro precisa conhecer

Elmer de Almeida, consultor do Centro de Referência do Queijo Artesanal, selecionou produções premiadas de diferentes regiões mineiras a partir dos tipos de massa e sugere algumas combinações

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Queijos indicados pelo Centro de Referência do Queijo Artesanal
Queijos indicados pelo Centro de Referência do Queijo Artesanal • Imagens cedidas

No Dia Mundial do Queijo, celebrado em 20 de janeiro, Minas Gerais reafirma seu papel como um dos principais territórios do queijo artesanal no Brasil. Para evidenciar essa diversidade, o especialista Elmer de Almeida, consultor do Centro de Referência do Queijo Artesanal, selecionou cinco queijos considerados referências no estado. O critério foi técnico: os diferentes tipos de massa, que influenciam textura, sabor, aroma e formas de consumo.

Todos os queijos listados são feitos com leite cru, têm histórico de premiações e representam regiões distintas de Minas Gerais.

Massa crua e casca lisa

O queijo produzido na fazenda do Sr. Zé Mário é disputadíssimo; cada peça custa R$ 100Queijo do Zé Mário – Região da Canastra

Produzido na Serra da Canastra, o queijo do Zé Mário é tradicionalmente consumido maturado, com perfil suave e baixa acidez. É um dos exemplares mais reconhecidos da região.

“É um queijo que normalmente a gente consome ele maturado, é um queijo que tem uma suavidade, não é um queijo ácido, de baixa acidez”, explica Elmer. Segundo ele, trata-se de um queijo muito premiado, que “harmoniza bem com vinhos tintos”.

Massa crua e casca florida

Queijos de 'casca' florida são produzidos com leite cru que visualmente têm fungos, popularmente conhecidos como ‘mofo branco’. – Fazenda Macaúba, Região do Cerrado

Os queijos de casca florida, caracterizados pela presença de fungos na superfície, vêm ganhando espaço na produção mineira. O Queijo Alba se destaca pela cremosidade e delicadeza.

“Ele é um queijo muito bom, suave, cremoso, e que se harmoniza bem com vinhos rosé ou branco”, afirma Elmer, ao destacar que Minas Gerais tem avançado bastante nesse tipo de produção.

Massa cozida

Queijos Maranata, da Mantiqueira de MinasQueijo Maranata – Região da Mantiqueira de Minas

Produzido em Virgínia, na Mantiqueira de Minas, o Queijo Maranata passa por cozimento da massa, técnica que resulta em maior estrutura e complexidade quando maturado.

“Quando maturado, ele lembra um queijo grana”, explica Elmer. De acordo com o especialista, trata-se de um queijo que harmoniza bem com vinhos tintos e, quando está bem maturado, até com vinho licoroso.

Massa filada

Queijo Cabacinha do Vale do Jequitinhonha Queijo Cabacinha Terra Estranha – Vale do Jequitinhonha

Tradicional do Vale do Jequitinhonha, o queijo cabacinha é feito com massa filada e tem formato característico. O exemplar da Fazenda Terra Estranha, em Joaíma, é um dos poucos da região com registro no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

“Ele lembra uma muçarela, massa filada, mas ele não é muçarela”, explica Elmer. Segundo ele, o cabacinha se aproxima mais do “Cacio Cavallo", que é um queijo italiano, mantendo identidade própria e forte ligação com o território.

Massa fundida

especialista em queijos artesanais Elmer de Almeida cortando o Requeijão do TokoRequeijão do Toko – Região da Serra Geral

Entre os requeijões artesanais mineiros, o Requeijão do Toko, produzido em Porteirinha, na Região Norte, foi o escolhido para representar os queijos de massa fundida.

O produto se destaca por manter a tradição do requeijão artesanal mineiro, feito com leite cru e técnica apurada.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.