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Fia anuncia mudança nos motores da Fórmula 1 para a temporada 2027

Divisão de potência entre unidade a combustão e elétrica sofrerá alterações

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Carros da Fórmula 1 em ação durante o GP de Miami de 2026
Carros da Fórmula 1 em ação durante o GP de Miami de 2026 • Divulgação/Fórmula 1

A Federação Internacional de Automobilismo (Fia) anunciou nesta sexta-feira (8) mudanças no regulamento das unidades de potência utilizadas na Fórmula 1 para a temporada 2027.

Com a decisão, a atual divisão de potência 50/50 entre motor a combustão e motor elétrico mudará para 60/40, respectivamente, a partir do próximo ano. 

Isto porque, a partir da próxima temporada, as unidades a combustão terão um incremento de potência de 67cv (equivalente a 50kW), graças a uma alteração no fluxo de combustível. Já os motores elétricos terão redução de força devido a mudanças no sistema de recuperação de energia na mesma proporção (50kW).

Tais alterações devem exigir adaptações nos hardwares (computadores) das respectivas unidades de potência, o que pode exigir das fabricantes um longo prazo para as alterações.

Vale destacar que os ajustes precisam ser votados pelos fabricantes de motores atuais da Fórmula 1 e ratificados pelo Conselho Mundial de Automobilismo.

Todavia, conforme informado pela Fia, as decisões foram tomadas em comum acordo com as montadoras após reunião com representantes de cada uma delas e diretores de equipes.

“Várias propostas para introduzir alterações de componentes de hardware nos Regulamentos F1 2026 foram acordadas em princípio numa reunião online convocada hoje pela FIA e com a presença de diretores de equipe, FOM e representantes dos fabricantes de unidade de potência”, escreveu a federação em publicação no Instagram.

O atual regulamento de motores

Na regulamentação vigente entre 2022 e 2025, o motor à combustão, V6 de 1.6L, era o responsável pela maior parte da potência dos bólidos. A força motriz ainda era combinada com uma unidade elétrica (com dois componentes: MGU-K e MGU-H), responsável por gerar cerca de 120/kWhs de força ou 160 cavalos de potência.

A partir do próximo ano, o MGU-H deixará de ser utilizado. Sendo assim, os motores híbridos passarão a ser compostos pela unidade a combustão V6 unida a uma unidade elétrica, MGU-K. Esta unidade será responsável por gerar 350kWhs. Informações apontam que a divisão de força entre as unidades será 50/50.

Os carros também terão disponível o novo “Modo Ultrapassagem”, que pode ser acionado quando o piloto estiver a menos de um segundo de diferença do adversário à frente. O novo dispositivo dará acesso à energia extra do motor elétrico.

Além disso, o mecanismo pode ser combinado ao “Modo Boost”, que extrai potência da bateria do motor elétrico. Este só poderá ser acionado caso haja carga suficiente.

Outra novidade é a forma de gerenciamento de recarga da bateria. Pilotos e engenheiros poderão selecionar, ao longo da volta, se utilizarão a energia gerada pelo motor ou pelos freios para recarregar a bateria do motor elétrico. Para isso, as equipes contarão com um Energy Recovery System (ERS) ainda mais potente - que pode recarregar a bateria com o dobro de energia por volta.

Atuais fabricantes de motores da F1

  • Ferrari
  • Mercedes
  • Honda
  • Audi
  • Ford (em parceria com a Red Bull) 

 

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Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA. Acumula passagens pela Web Rádio Neves FM e Portal Esporte News Mundo, como setorista do América, além de possuir experiência em coberturas in-loco e podcast. Apaixonado por automobilismo e esportes americanos.

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