Dono de um estilo único, Vinícius ‘Lokdog’ Oliveira acredita que pode disputar o cinturão do peso-galo do UFC até o final de 2026. O lutador gaúcho de 30 anos cedeu entrevista exclusiva à Itatiaia nesta quarta-feira (4), dois dias antes do combate contra Mario Bautista, na luta principal do card de Las Vegas, nos Estados Unidos. A luta está marcada para começar não antes das 22h (de Brasília)
Ao analisar o cenário da divisão, Lokdog pregou respeito ao atual campeão, Petr Yan, ao defini-lo como o mais perigoso.
“O Petr Yan (é o mais perigoso). Ele não tá ali à toa. Acho que ele se mostrou um cara completo, ele venceu o O’malley (russo perdeu na decisão, mas muitos especialistas deram vitória a ele), que era bom striker. Ele venceu o Merab, que é um excelente grappler. Então, ele se mostrou um cara completo”, analisou.
Contudo, ele acredita que uma vitória contra Bautista pode o colocar no caminho do cinturão.
“Mas acredito que após a minha vitória de sábado, eu vou fazer mais uma luta na metade do ano. Vou vencer de uma forma absurda de novo, independente de quem for, espero que seja um top 5. E aí sim, eu vou estar apto a lutar pelo cinturão, mas hoje, sendo realista mesmo pelo pela proximidade dos atletas no ranking ali, você não iria me dar pelo cinturão agora, tão cedo”, ponderou.
Lokdog entra para a luta como o atual 11º da divisão. Mario Bautista é o 9º.
Combate contra ‘amarrão’
Invicto no UFC, Vinicius terá o maior desafio pela frente contra Bautista. Isso porque o estadunidense esteve a um combate da disputa pelo cinturão em 2024. Mesmo sendo derrotado para Umar Nurmagomedov, ele é ainda é um adversário duro, com um estilo considerado por muitos como “amarrão”.
Isso porque as quatro últimas vitórias de Mário foram por decisão, sem interrupção. Nesse sentido, Lokdog explica que o plano não é se adaptar ao estilo do adversário, mas sim, se impor.
“Meu game plan é o mesmo desde o início, eu sou aquele cara que anda para a frente o tempo todo, eu sou aquele cara agressivo, eu sou aquele cara versátil, que luta com a mão baixa, que luta diferente da maioria ou de todo mundo. Eu simplesmente me aprimorei e tentei melhorar mais o meu jogo ainda. Não trago nada de novo”, disse.
“Ele é um cara que ele é ele é um cara inteligente, ele sabe amarrar a luta quando tem que amarrar, ele sabe trocar quando tem que trocar. E para ser honesto, eu sou o melhor do que o melhor cara que ele já lutou”, completou.
Estilo disruptivo que pode o levar a glória
Diferente dos principais lutadores do peso-galo, que têm, cada um à sua maneira, estilos de luta baseados na técnica ortodoxa do MMA, Lokdog pode ser considerado disruptivo. Com a guarda baixa, quase que de maneira displicente, o brasileiro avança contra o adversário em busca de bons golpes.
Mas se engana quem acha que Lokdog vê essa característica como fraqueza em seu jogo. Na verdade, ele entende que a forma de lutar é o diferencial.
“O meu jogo não encaixa com nenhum, acho que esse é o meu diferencial. Eu sou um cara diferente. Então, qualquer um que tu botar na minha frente o jogo não vai encaixar. Mas no final das contas, eu não sei como, mas eu sempre venço”, brincou.