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Torcedor do Talleres faz gesto racista para torcida do São Paulo

Equipes se enfrentaram pela estreia na Copa Libertadores, no Estádio Mario Alberto Kempes, na Argentina

Torcedor do Talleres foi flagrado imitando macaco

Um torcedor do Talleres fez um gesto racista direcionado para a torcida do São Paulo nas arquibancadas do Estádio Mario Alberto Kempes, na Argentina.

As equipes se enfrentaram nesta quarta-feira (2), pela primeira rodada da fase de grupos da Libertadores, e o Tricolor venceu por 1 a 0. O torcedor argentino foi flagrado por um são-paulino, que o filmou imitando um macaco.

O vídeo foi divulgado pelo jornalista Gabriel Sá, do portal Arquibancada Tricolor.

O caso aconteceu após uma série de denúncias fortes de clubes brasileiros, inclusive por parte do São Paulo, contra casos de racismo no futebol sul-americano.

O Tricolor chegou a enviar para a Fifa uma série de propostas de punições para casos de racismo.

Clubes brasileiros protestaram contra medidas da Conmebol sobre crimes de racismo. O caso recente mais simbólico ocorreu com Luighi, do Palmeiras. A presidente Leila Pereira levantou a possibilidade de times do Brasil saírem da Libertadores.

Presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez se referiu à chance de brasileiros não participarem da competição como “Tarzan sem Chita”. Chita, personagem citada por Dominguez, é um chimpanzé dos filmes de Tarzan. Depois, o mandatário se desculpou pela fala.

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Saiba as propostas do São Paulo para punir casos de racismo

  1. Perda de pontos: Clubes cujos representantes, torcedores ou membros da comissão técnica cometerem atos de racismo devem perder no mínimo três pontos no campeonato em disputa, reduzindo-se para um ponto apenas se houver identificação e punição criminal dos responsáveis. Racismo não pode ser tratado como infração administrativa, mas como um crime.
  2. Sanções financeiras efetivas: O valor mínimo da multa para atos de discriminação racial deve ser de 500 mil dólares, reduzindo-se para 100 mil dólares apenas se houver identificação e punição criminal dos responsáveis.
  3. Em casos de reincidência: Clubes reincidentes devem ser eliminados das competições em que estejam participando A impunidade não pode mais ser um fator que encoraje novas ocorrências.
  4. Responsabilização dos árbitros: Árbitros que não aplicarem corretamente o Protocolo de Racismo da FIFA devem ser sancionados, e a associação responsável pela arbitragem deve ser multada. Não podemos permitir que situações de racismo sejam ignoradas em campo.
  5. Registro de infratores: Criação de um cadastro de torcedores, atletas, dirigentes e membros de comissão técnica envolvidos em atos racistas, para que medidas adicionais possam ser aplicadas contra reincidentes.
  6. Transparência nas punições: Os processos disciplinares e suas decisões devem ser públicos e amplamente divulgados, garantindo que as punições tenham efeito pedagógico e preventivo. O futebol sul-americano, com sua rica história e paixão, não pode mais ser manchado por atos de racismo sem que haja punição severa e proporcional à gravidade da conduta.
Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.