Belo Horizonte
Itatiaia

Presidente do Flu revela bastidores de acerto com ídolo do Galo: 'Um dos maiores do planeta'

Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, contou detalhes de quando contratou Ronaldinho Gaúcho em 2015

Por
Mário Bittencourt durante entrevista no Charla Podcast
Mário Bittencourt durante entrevista no Charla Podcast • Reprodução/Charla Podcast

Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt contou bastidores de quando acertou a contratação de Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético que vestiu a camisa tricolor em 2015. Durante entrevista ao Charla Podcast, o dirigente revelou ter ficado surpreso com a “humildade” do 'Bruxo'. Em seguida, ele explicou como foram feitos os trâmites para a rescisão de contrato precoce entre as partes.

“O Ronaldinho foi uma loucura do bem. (...) Ao voltar do México, ele marcou uma reunião na casa dele. Quando eu estava entrando no condomínio dele, o segurança falou assim: ‘Eu sou Flamengo, mas te falar que o Eurico, do Vasco, acabou de sair daqui’. Aí eu já abri a reunião assim: ‘Não vim falar de dinheiro, porque não temos. Vim falar de projeto’. Levei uma porrada de camisa do Fluminense com o nome dele”, 

“Ele é muito humilde. Ele falou assim: ‘Você está com fome? Quer um misto-quente?’. E eu falei que queria. Ele de chinelo e tudo. Eu nunca fui tão bem tratado. Cumpriram tudo que a gente combinou, 100%. Fiz uma proposta dentro das condições do Fluminense. Não perguntei quanto o Vasco tinha proposto. Anunciamos ele contra o próprio Vasco. Eu perguntei: ‘O que você quer?’. E ele: ‘Só quero bola para jogar’”, completou.

Ronaldinho foi contratado pelo Fluminense em julho de 2015, após deixar o Querétaro, do México. O meia sofreu com a idade e pouco atuou pelo clube das Laranjeiras. No total, foram nove partidas com a camisa tricolor. O pouco tempo dele no clube, ainda assim, rendeu elogios de Mário Bittencourt: “Um dos maiores jogadores do planeta. E um dos caras mais humildes do planeta”.

“Todo mundo sabe que ele não foi bem no campo. Jogou apenas três meses conosco. (...) Chegou um momento em que iríamos jogar contra o Grêmio. O Assis me ligou e falou: ‘Não estamos entregando nem 30% do que vocês estão entregando para a gente. Quando chegar no Sul, você leva a rescisão dele. Pode fazer do jeito que você quiser. O que achar justo. E devolveremos assinado. É o justo’”, finalizou Mário.

Por

Jornalista pela PUC Minas, Pedro Leite é repórter do portal Itatiaia Esporte. Tem experiência na cobertura diária de portais, redes sociais e jornal impresso. Apaixonado por futebol, já passou pelo Superesportes.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais