A grande crise institucional do
O Conselho Consultivo se reuniu na última terça-feira (6), em São Paulo, sendo que ex-presidentes como Leco e Carlos Miguel Aidar compareceram. Julio Casares também esteve na reunião.
A conclusão do grupo foi de que não há provas materiais que condenem Casares. Portanto, o grupo se manteve desfavorável ao impeachment.
“As acusações carecem de provas materiais, especificamente contra o Presidente, que alegou inocência”, diz trecho inicial da ata do Conselho.
“Não obstante a gravidade do momento, diante da inexistência de prova material ou de comportamento que já não tenha sido, habitualmente, utilizado na direção do Clube, entende que, do ponto de vista estritamente jurídico, não há elementos de prova material para justificar um parecer favorável ao impeachment presidencial”, conclui.
Julio Casares corre risco de sofrer impeachment no São Paulo
Apesar da recomendação desfavorável ao impeachment, o Conselho Deliberativo do São Paulo agendou a data da votação para a próxima quarta-feira (14), às 18h30.
O voto dos conselheiros é secreto e 255 membros do CD participarão. Casares será afastado preventivamente se dois terços do grupo (179 integrantes) votarem favoravelmente ao impeachment. Caso isso não aconteça, haverá arquivamento.
Membros da oposição se organizam para afastar o presidente, enquanto grupos de apoio ainda discutem a posição final.
O que aconteceu com Julio Casares no São Paulo
Julio Casares é investigado pela Polícia Civil. Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) aponta que o mandatário do São Paulo recebeu R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro vivo entre janeiro de 2023 e maio de 2025.
O valor corresponde a 47% da renda total de Julio Casares no período, segundo documentos publicados pelo Uol nesta terça-feira (6).
Os depósitos teriam acontecido de forma fracionada, prática que o Coaf define como uma tentativa de burlar os mecanismos de controle e fiscalização — chamada de “smurfing”.
Mais casos são investigados no São Paulo em meio à gestão Casares, como a exploração ilegal de um camarote no Morumbis por dirigentes do clube e saques de R$ 11 milhões dos cofres do Tricolor.