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Diretor do Atlético revela 'decepção' com citados em esquema de apostas

Rodrigo Caetano comentou o envolvimento de atletas no esquema de apostas esportivas

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Rodrigo Caetano, diretor de futebol do Atlético
Rodrigo Caetano, diretor de futebol do Atlético • Lucas Sanches/Itatiaia

Diretor de futebol do Atlético, Rodrigo Caetano comentou, nesta sexta-feira (12), o envolvimento de jogadores no esquema de apostas esportivas. O dirigente afirmou estar decepcionado, uma vez que conviveu com nomes citados pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) na Operação Penalidade Máxima, que investiga o caso.

“Surpreso, apenas, não. Muito mais do que isso. Decepcionado, porque prova-se, cada vez mais, que essa questão do sistema está cada vez mais perto da gente, cada vez mais próximo de todos nós. Decepção muito grande em relação a alguns tantos desses nomes envolvidos”, disse Caetano à Itatiaia.

“Quem de nós não teve relação com algum dos investigados? Por isso a tristeza, a decepção, porque muitas vezes você não espera. Você convive com determinado jogador, determinada pessoa, e se pergunta ‘como que pode’. Cabe a nós tentar estancar esse processo, para que novos nomes não fujam, novos atletas não sejam cooptados por esse sistema”, complementou o dirigente do Galo.


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Os citados

Ygor Catatau, Allan Godói, André Queixo, Mateusinho, Paulo Sergio (Sampaio Corrêa), Gabriel Domingos (Vila Nova-GO), Joseph (Tombense) e Romário (Vila Nova) são os jogadores denunciados na primeira fase da operação.

Já na segunda fase, foram denunciados Eduardo Bauermann (Santos), Gabriel Tota (Juventude), Paulo Miranda (Juventude), Victor Ramos (ex-Portuguesa), Igor Cariús (ex-Cuiabá), Fernando Neto (ex-Operário).

Moraes (Juventude), Kevin Lomónaco (Red Bull Bragantino), Nikolas Farias (Novo Hamburgo) e Jarro Pedroso (ex-Inter de Santa Maria) fizeram um acordo com o MP - viraram testemunhas ao admitir culpa.

Pedrinho e Bryan García (Athletico-PR), Richard (Cruzeiro, ex-Ceará), Vitor Mendes (Fluminense, ex-Juventude) e Nino Paraíba (América) não foram denunciados, mas tiveram os nomes citados em conversas ou planilhas e foram afastados ou demitidos por seus clubes atuais.

A Operação Penalidade Máxima

O MP-GO ofereceu nova denúncia contra 17 pessoas no âmbito da Operação Penalidade Máxima II. Os denunciados são divididos em três núcleos: financiadores, apostadores e intermediadores. Seis jogadores estão denunciados nessa nova fase. A Itatiaia teve acesso à denúncia e detalha as argumentações do MP-GO.

Os apostadores aliciavam atletas para que eles fossem punidos ao longo de partidas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2022. Também há registros de manipulação em jogos de alguns estaduais de 2023. A Operação Penalidade Máxima teve, até agora, duas fases.

São quinze jogadores formalmente denunciados e outras nove pessoas classificadas como intermediários entre os atletas e os apostadores. Bruno Lopez de Moura é apontado pelo Ministério Público como chefe da quadrilha.

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Jornalista formado na PUC Minas. Experiência com reportagens, apresentação e edição de texto em televisão, rádio e web. Vivência em editorias de Cidades e Esportes.

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Matheus Muratori é jornalista multimídia com experiência em muitas editorias, mas ama a área esportiva. Faz cobertura de futebol, basquete, vôlei, esportes americanos, olímpicos e e-sports. Tem experiência em jornal impresso, portais de notícias, blogs, redes sociais, vídeos e podcasts.

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Túlio Kaizer é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte e tem grande experiência no digital. Foi setorista dos três grandes clubes do futebol mineiro: América, Atlético e Cruzeiro. Cobre também basquete, vôlei, esportes americanos, esportes olímpicos e e-sports.

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