Multicampeão pelo
Em entrevista ao GaloCast, da GaloTV h2bet nessa segunda-feira, Alonso contou como sobreviveu ao confronto entre os países, além de bastidores das duas passagens pelo Krasnodar, entre as temporadas 2022 e 2024.
“Era impossível viver desse jeito (em guerra). Eu não estava tranquilo. Não tinha nada (sobre informações de eventuais ataques a Krasnodar). Os russos escondem a informação. Muitas coisas você não sabia. Lá, por exemplo, não se acessava redes sociais. Só com VPN. Era tudo fechado. Tinha que trocar o endereço para acessar as plataformas. Não tinha nenhuma informação do que ocorria”, iniciou.
“Nos primeiros dois, três meses, eu passei mal. Depois percebi que, se eu ficasse nervoso ou não, não ia mudar nada. Eu foquei naquilo que que conseguiria controlar: os treinos, os jogos. Falei: ‘tenho que fazer o melhor possível para sair de novo’”, foi além, na sequência.
Alonso ainda contou que, pouco depois do início da guerra, a Fifa permitiu que atletas fossem emprestados, desde que seus contratos ficassem suspensos. Nesse contexto, ele foi emprestado ao Galo, mas teve que voltar à Rússia, quando pediu para deixar o Krasnodar.
“A Fifa, depois, deu aquela possibilidade do jogador ser emprestado, mas o contrato ficava suspenso. Em algum momento, teria que voltar. (...) Fui lá, fiquei um ano e disse ao dono do clube: ‘eu não quero voltar. É Impossível, eu quero ir embora’. Fiquei até maio, quando finalizou o campeonato”, relembrou.
Cenário atual do futebol russo
Experiente, Alonso também deu sua opinião quanto ao cenário atual do futebol russo. Ele comparou os dias de hoje à época que Hulk esteve vestiu a camisa do Zenit, entre os anos de 2012 e 2015.
“O futebol russo é mais físico do que técnico. Os times de maior orçamento se sobressaiam na parte técnica, mas comparado à época do Hulk, por exemplo, caiu muito. Eles não têm competências internacionais, não têm Champions, Liga Europa. Eles (os times russos) foram banidos. Os jogadores ganham muita grana, mas não competem”, afirmou Alonso.
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Junior Alonso no Atlético
Junior Alonso escreveu seu nome na história do Atlético. Aos 32 anos, o zagueiro está em sua terceira passagem pelo clube mineiro. A primeira, entre 2020 e 2021, foi de títulos do Estadual, Brasileirão e Copa do Brasil. Ao fim daquela temporada, foi vendido ao Krasnodar-RUS. Por conta da guerra da Rússia com a Ucrânia, ele retornou ainda em 2022, por empréstimo.
No meio de 2024, o defensor assinou em definitivo no Atlético. Até o momento, o zagueiro acumula três gols e sete assistências em 190 jogos pelo
O jogador paraguaio é o terceiro estrangeiro com mais jogos vestindo a camisa alvinegra, atrás apenas do uruguaio Héctor Cincunegui e do equatoriano Juan Cazares. Ele também é o segundo “gringo” mais vencedor da história do Atlético, ficando atrás apenas do argentino Matías Zaracho e do chileno Eduardo Vargas, com sete títulos pelo Galo cada um.