Técnico do Coritiba, Fernando Seabra explica motivos do tropeço contra Operário

Coxa cedeu vantagem de dois gols no duelo deste sábado (14), pelo jogo de ida da semi do Paranaense

Fernando Seabra, técnico do Coritiba

O técnico Fernando Seabra explicou os motivos para o Coritiba ter cedido o empate em 2 a 2 com o Operário, neste sábado (14), pela ida da semifinal do Campeonato Paranaense. A equipe coxa-branca tinha dois gols de vantagem no marcador, mas não conseguiu sair vitoriosa do Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR).

“Eu entendo que nosso primeiro tempo foi o nosso melhor jogo defensivo. A gente teve uma evolução nesse sentido. Não só porque permitiu poucas oportunidades ao adversário, mas porque teve muitas interceptações altas, além de fazer um bom jogo ofensivo. De controle de criação de jogadas”, iniciou.

“No segundo tempo, porém, nós não conseguimos sustentar nossa agressividade defensiva. Não conseguimos tirar o bloco de trás com a rapidez e a frequência que é necessária para impedir a impulsão do adversário. Ela acabou acontecendo no segundo tempo, justamente nesse cenário”, completou o treinador, em entrevista coletiva pós-jogo.

Seabra também comentou sobre a sequência de jogos do Coritiba — média de uma partida a cada três dias.

“Hoje, nitidamente a gente sentiu o desgaste. Tanto pela sequência, quanto pela intensidade que colocou no primeiro tempo e não conseguiu manter, e o adversário teve mérito na segunda etapa. A gente tem que aproveitar os dias dessa semana que vamos ter, a primeira aberta, para ajustar as questões coletivas para trazer uma resposta eficaz”, afirmou.

Por fim, Seabra disse que os resultados ruins fazem parte deste início de trabalho.

“A inconsistência que ainda existe, primeiro, faz parte do futebol. Segundo, ela está muito bem compreendida no início do trabalho. 40 dias não é nada, ainda mais com pouca oportunidade de treinos. Os jogos acabam sendo treinos. Deveria ter um equilíbrio entre jogo e treino”, concluiu.

Com o empate na ida, Coritiba e Operário lutam pela vitória na volta, no sábado (21), às 16h (de Brasília). Se o placar igual persistir no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, a decisão vai para os pênaltis. Quem avançar fará a final contra o vencedor da outra chave, Athletico-PR ou Londrina.

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Nikolas Mondadori é formado em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduado em análise do discurso midiático. Trabalha como correspondente do Itatiaia Esporte do Sul do Brasil. Passou por Rádio Gaúcha, jornal Zero Hora e portal GZH.

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