Fortaleza reata com organizadas antes de estreia em 2024 após acordo de paz
Rompimento havia ocorrido em setembro de 2023, depois de confrontos; uniformizadas também concordaram com reconhecimento facial para entrar no Castelão

A direção do Fortaleza recebeu nesta sexta-feira (19) o comando das duas principais organizadas do clube, a TUF (Torcida Unida do Fortaleza) e a Torcida Irmandade Tricolor. A cúpula do Leão havia rompido relações com essas duas agremiações em setembro de 2023, após confrontos ocorrerem dentro e fora dos estádios.
No encontro, com a presença do CEO da SAF do Fortaleza, Marcelo Paz, e do capitão do time, o lateral-direito Tinga, os chefes das organizadas garantiram que não haverá mais brigas, nem dentro da Arena Castelão, nem em viagens para jogos longe da capital cearense ou nas ruas.
Além do acordo de paz firmado, os presidentes das torcidas organizadas declararam apoio à implantação do sistema de reconhecimento facial na Arena Castelão, mecanismo que a direção do clube considera essencial para garantir a segurança no estádio. Isso deve ocorrer nos próximos meses.
O Fortaleza estreia em 2024 neste sábado (20) contra o Horizonte, pelo Campeonato Cearense, às 16h40 (de Brasília), na Arena Castelão.
Entenda o caso
Mais de 30 torcedores do Fortaleza foram detidos pela Polícia Militar de São Paulo, em 26 de setembro, após brigarem no setor reservado ao visitante na Neo Química Arena antes do jogo contra o Corinthians válido pela semifinal da Copa Sul-Americana. Todos foram liberados no mesmo dia após assinarem termos de conduta, documento que depois o MP cearense se baseou para banir as organizadas dos estádios. Essa punição durou de setembro até o início de novembro.
As cenas da pancadaria viralizaram nas redes sociais. A briga foi entre duas facções inimigas, a TUF e a Irmandade, antiga Jovem Garra Tricolor. Há uma rivalidade antiga entre as duas organizadas, que nos jogos da Arena Castelão ficam distantes, justamente para evitar confusões.
O primeiro confronto ocorreu mais de uma hora antes da partida, e chamou a atenção dos corintianos que já haviam entrado na arena. A segunda foi com a bola rolando, e houve intervenção da Polícia Militar de São Paulo.
Em 30 de setembro, a diretoria do Fortaleza informou que rompia com essas duas agremiações. Um dia antes, durante uma reunião no clube para tentar a paz após a briga em São Paulo, houve novo confronto entre integrantes das duas torcidas na porta de entrada da sede no Pici.
Em nota, o clube divulgou algumas medidas que seriam tomadas em relação aos infratores:
- banimento dos identificados dos jogos do Fortaleza;
- suspensão da venda de ingressos nas sedes das organizadas, do licenciamento de produtos e quaisquer apoios logísticos ou estruturais para as referidas denominações de torcedores;
- expulsão dos infratores do quadro de sócio-torcedor, caso seja associado ao clube;
- proibição do uso da marca “Fortaleza Esporte Clube” e símbolos oficiais do clube por parte das torcidas TUF e JGT, sob pena de multa.
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



