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Mesmo com a decisão, o Cruzmaltino garante que vai recorrer e desfazer o problema junto aos argentinos. Recentemente, o Vasco teve o mesmo problema com o Nantes-FRA pela compra de Adson, mas conseguiu resolver.
O clube se apoia no fato de ter entrado em recuperação judicial, o que dá brecha pela legislação brasileira para negociar passivos e dívidas com credores.
“Nos termos da legislação brasileira relativa à recuperação judicial, o pagamento da obrigação questionada encontra-se legalmente suspenso. Além disso, decisões recentes do Comitê Disciplinar da FIFA têm reconhecido a soberania das leis nacionais nesses casos, afastando a aplicação de sanções esportivas quando demonstrada a incompatibilidade com a legislação local”, escreveu o clube, em comunicado.
A Fifa determinou, no início de junho, que o Vasco pagasse 2,3 milhões de dólares (R$ 12,7 milhões) líquidos ao clube argentino, além de 345 mil dólares (R$ 1,9 milhão) de multa para não sofrer transfer ban. O clube não honrou com os compromissos.
“O clube confia na reversão da penalidade, assim como já ocorreu em procedimento movido pelo Nantes, e reitera seu compromisso com a condução responsável e transparente de seu processo de reestruturação”, completa o Vasco em nota.
O transfer ban é uma medida administrativa e punitiva, quando os clubes não cumprem com os pagamentos das transações internacionais. O Vasco foi notificado pela entidade, como deve ser, 45 dias antes de ser punido.