Fábio pode exterminar ‘fantasma argentino' que o aterrorizou no Cruzeiro
Nesta campanha de 2023 da Libertadores, o goleiro já levou a melhor sobre o Argentinos Juniors, nas oitavas de final

Bicampeão brasileiro, bicampeão da Copa do Brasil em sequência, além de um terceiro título como reserva, em 2000. Hepta campeão mineiro. Jogador que por mais vezes vestiu a camisa do clube. Essas credenciais permitem a qualquer torcedor saber que se trata da história do goleiro Fábio no Cruzeiro.
Mas essa trajetória não foi construída só com sucessos e talvez a marca maior de fracasso seja a ausência de um título da Copa Libertadores, que ele disputou por oito vezes pela Raposa, mas sem conseguir levantar a taça, culpa principalmente dos argentinos, que decretaram seis dessas oito decepções. Agora, jogando pelo Fluminense, ele tem a chance de superar esse trauma na decisão do dia 4 de novembro, contra o Boca Juniors, no Maracanã.
Os xeneizes abrem a lista das eliminações ou perda de título da Libertadores por Fábio. Em 2008, na sua primeira edição com a camisa cruzeirense, o time de Adilson Batista caiu nas oitavas de final, após duas derrotas de 2 a 1 para o Boca Juniors.
No ano seguinte, o Cruzeiro foi à final, empatou (0 a 0) a ida, em La Plata, com o Estudiantes, mas perdeu a volta, no Mineirão, por 2 a 1, de virada, com Fábio sendo considerado um dos culpados pela derrota por parte da torcida celeste.
Em 2010 (São Paulo) e 2011 (Once Caldas, da Colômbia), a maior sequência de participações cruzeirenses no torneio foi encerrada sempre com Fábio como titular absoluto da meta.
Campeão brasileiro de 2013, o Cruzeiro voltou à Libertadores no ano seguinte e caiu nas quartas de final, diante do San Lorenzo. No ano seguinte, na mesma etapa, o carrasco foi o River Plate.
O título da Copa do Brasil de 2017 levou a Raposa novamente à competição, quando o time de Mano Menezes foi eliminado nas quartas, pelo Boca Juniors. Na última participação celeste, em 2019, a queda foi nas oitavas, diante do River Plate.
Nesta Libertadores, a segunda que disputa pelo Fluminense, Fábio já teve um clube argentino pela frente nas etapas de mata-mata. Nas oitavas de final, o tricolor das Laranjeiras passou pelo Argentinos Juniors.
Agora, o veterano goleiro, que no mês passado completou 43 anos, tem a chance de exterminar de vez esse fantasma argentino criado em seus tempos de Toca da Raposa II na decisão diante do tradicional Boca Juniors, que ele nunca conseguiu vencer quando defendia a meta cruzeirense.
Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro
