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Seleções na Copa do Mundo repudiam declarações de presidente da Uefa

Declaração foi assinada por 13 confederações após Aleksander Čeferin classificar os jogos como 'desinteressantes', a partir da possível expansão de participantes no próximo Mundial

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Eslovêno Aleksander Čeferin, presidente da Uefa • PAU BARRENA / AFP

As confederações de 13 seleções da Copa do Mundo de 2026 repudiaram as declarações do presidente da Uefa, Aleksander Čeferin, por classificar os jogos como 'desinteressantes' a partir da possível expansão de participantes em 2030.

Cabo Verde, Curaçao, Haiti, RD Congo, Senegal e Uzbequistão assinaram a nota de repúdio. África do Sul, Argélia, Costa do Marfim, Egito, Gana, Marrocos e Tunísia manifestaram apoio.

"Para os nossos países, não existe jogo insignificante da Copa do Mundo da FIFA. Para os nossos países, a qualificação para o Mundial da FIFA representa uma conquista histórica e a realização de um sonho partilhado por gerações", iniciou o comunicado.

"Sugerir que alguns dos nossos jogos seriam de alguma forma menos importantes é profundamente decepcionante e equivale a ignorar os esforços, sacrifícios e aspirações de jogadores, treinadores, clubes, dirigentes do futebol e torcedores em todo o mundo", seguiu a nota.

Veja a nota na íntegra

As federações de futebol de Cabo Verde, Curaçao, Uzbequistão, Congo, Haiti, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, Costa do Marfim e África do Sul expressam sua profunda decepção após as recentes declarações do presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, sobre a expansão da Copa do Mundo da FIFA e sua classificação de muitos jogos como "desinteressantes".

Para os nossos países, não existe jogo insignificante da Copa do Mundo da FIFA.

Para os nossos países, a qualificação para o Mundial da FIFA representa uma conquista histórica e a realização de um sonho partilhado por gerações.

Sugerir que alguns dos nossos jogos seriam de alguma forma menos importantes é profundamente decepcionante e equivale a ignorar os esforços, sacrifícios e aspirações de jogadores, treinadores, clubes, dirigentes do futebol e torcedores em todo o mundo.

Por trás de cada qualificação, existem anos de trabalho árduo e investimento. Por trás de cada seleção nacional, existem comunidades inteiras e milhões de pessoas que veem o futebol como uma fonte de orgulho, esperança e união.

O futebol não pertence a um pequeno grupo de líderes privilegiados. Sua força reside em sua universalidade.

A Copa do Mundo da FIFA é a maior competição de futebol do mundo justamente porque reúne diferentes culturas, diferentes histórias e diferentes trajetórias no futebol.

Para muitos países, a participação na Copa do Mundo da FIFA não é apenas uma conquista desportiva. É um momento que inspira uma geração, acelera o desenvolvimento do futebol e cria memórias para a vida toda.

Acreditamos que toda nação que se qualifica merece respeito.
Cada equipa classificou-se por mérito.

Cada jogo conta."

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Nikolas Mondadori é formado em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduado em análise do discurso midiático. Trabalha como correspondente do Itatiaia Esporte do Sul do Brasil. Passou por Rádio Gaúcha, jornal Zero Hora e portal GZH.

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