Itatiaia

Copa do Mundo: saiba qual foi a última seleção a ser campeã inédita de um Mundial

Espanha, em 2010, foi a última seleção a atingir o feito, ao bater a Holanda na final

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Joan Capdevila com a mão na taça da Copa do Mundo de 2010 • JAVIER SORIANO / AFP

Conquistar a Copa do Mundo pela primeira vez é um feito cada vez mais raro no futebol. 

Ao longo da história dos Mundiais, as seleções campeãs foram alcançando a primeira conquista e a última delas a alcançar esse marco foi a Seleção Espanhola, em 2010, na África do Sul.

A seguir, a Itatiaia relembra a campanha histórica, os jogos decisivos, os protagonistas e por que aquele título marcou o auge de uma das maiores gerações já vistas no futebol internacional.

Espanha, a última campeã inédita da Copa do Mundo

Antes de 2010, a Espanha acumulava eliminações traumáticas e a fama de “eterna favorita que não ganha”. Isso mudou com uma geração marcada pelo controle absoluto da bola, inteligência tática e eficiência nos momentos-chave, sob o comando de Vicente del Bosque.

O título espanhol segue sendo, até hoje, a última vez em que uma seleção conquistou sua primeira Copa do Mundo.

A campanha da Espanha na Copa do Mundo de 2010

Apesar do título, o caminho espanhol foi tudo menos tranquilo. A seleção perdeu logo na estreia e, a partir dali, construiu uma trajetória marcada por vitórias magras, domínio territorial e frieza.

Estreia frustrante 

  • Espanha 0 x 1 Suíça

A favorita começou tropeçando. Dominou a posse, criou chances, mas pecou na finalização e sofreu um gol em lance isolado. A derrota serviu como alerta máximo para o restante do torneio.

David Villa decide para a Fúria

  • Espanha 2 x 0 Honduras

Pressionada, a Espanha respondeu com autoridade. David Villa marcou os dois gols, assumiu o protagonismo ofensivo e colocou a seleção de volta nos trilhos.

Passaporte carimbado para o mata-mata

  • Espanha 2 x 1 Chile

A vitória confirmou a vaga no mata-mata. Villa voltou a marcar, Iniesta brilhou e a Espanha avançou mais confiante, apesar de ainda conviver com críticas pela pouca objetividade.

Mata-mata: controle total e vitórias magras

A partir das oitavas, a Espanha entrou para a história ao vencer todos os jogos eliminatórios por 1 a 0, algo inesperado, mas extremamente eficaz.

Oitavas de final

  • Espanha 1 x 0 Portugal

Gol de David Villa, após insistência e paciência diante de uma defesa fechada.

Quartas de final

  • Espanha 1 x 0 Paraguai

Jogo dramático, com pênaltis perdidos e defesa decisiva de Casillas. Villa decidiu mais uma vez.

Semifinal

  • Espanha 1 x 0 Alemanha

A atuação mais convincente da campanha. Domínio total e gol de Carles Puyol, de cabeça, após escanteio.

A final histórica: o gol do título e a homenagem para a eternidade

  • Espanha 1 x 0 Holanda (prorrogação)

Em uma decisão tensa e truncada, a Espanha manteve a identidade até o fim. Aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação, Andrés Iniesta marcou o gol que colocou a Espanha no topo do mundo pela primeira vez.

O lance virou símbolo de uma geração e entrou definitivamente para a história das Copas, não só pela importância, mas por uma nobre homenagem: Iniesta homenageou o jogador espanhol Dani Jarque, amigo próximo e capitão do Espanyol, que faleceu em 2009, aos 26 anos, vítima de um ataque cardíaco.

Após o gol do título, o meia exibiu uma camisa com a frase: "Dani Jarque sempre conosco".


Iniesta fez o gol da vitória da Espanha na final da Copa do Mundo de 2010

David Villa, o artilheiro da Espanha no Mundial

Mesmo sem ganhar a Chuteira de Ouro, David Villa foi o grande goleador espanhol em 2010:

  • cinco gols no torneio
  • Decisivo em oitavas e quartas
  • Protagonista da fase de grupos

A eficiência foi fundamental para uma equipe que não acumulava placares elásticos, mas sabia quando e como ferir o adversário.

Um ciclo histórico no futebol mundial

Com o título de 2010, a Espanha seguia construindo um ciclo vitorioso:

  • Eurocopa 2008
  • Copa do Mundo 2010
  • Eurocopa 2012

Um domínio raro, sustentado por nomes como Xavi, Iniesta, Busquets, Xabi Alonso, Piqué e Casillas.

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Repórter em formação com experiência em coberturas locais e interestaduais, com atuação em diferentes frentes do jornalismo. Apaixonado por esportes, especialmente futebol, acompanha o cenário nacional e internacional, com foco em contexto, informação e curiosidades do jogo. Acumula passagem por No Ataque e Estado de Minas.