Copa do Mundo: em qual Mundial o Brasil teve mais jogadores de clubes mineiros?

Algumas Copas reuniram jogadores de clubes mineiros na Seleção Brasileira

Copa de 1970 foi uma das que mais contou com atletas de clubes mineiros

A participação de jogadores de clubes mineiros em Copas do Mundo é motivo de orgulho e admiração para torcedores há muito tempo.

Ao longo da história do torneio, Atlético e Cruzeiro contribuíram com atletas que defenderam a Seleção Brasileira em diferentes edições do Mundial.

Mas, afinal, em qual Copa do Mundo o Brasil teve mais jogadores atuando por clubes de Minas Gerais? A seguir, a Itatiaia responde.

Copa do Mundo de 1970 lidera o ranking

Entre todos os Mundiais disputados, a Copa do Mundo de 1970, no México, foi a que o Brasil contou com mais jogadores de clubes mineiros.

Ao todo, quatro atletas que atuavam por Atlético e Cruzeiro foram convocados para a Seleção Brasileira, número que representa o maior registrado envolvendo clubes de Minas Gerais numa mesma Copa.

Naquele Mundial, Galo e Raposa contribuíram de forma direta para a conquista do tricampeonato, com atletas titulares (como Piazza e Tostão) e reservas (como Fontana e Dadá) de uma geração considerada por muitos como a melhor da história.

Posteriormente, mesmo sem repetir o número de 1970, os clubes mineiros mantiveram presença relevante em diferentes ciclos do futebol brasileiro.

Jogadores de clubes mineiros na Copa do Mundo de 1970

Atlético

  • Dadá Maravilha (atacante)

Cruzeiro

  • Wilson Piazza (zagueiro)
  • Fontana (zagueiro)
  • Tostão (meia-atacante)

Na campanha do tricampeonato mundial, o Cruzeiro teve forte protagonismo. Tostão e Piazza foram titulares da equipe comandada por Zagallo e exerceram papel fundamental na conquista.

O Atlético, por sua vez, foi representado por Dadá Maravilha, que integrou o elenco campeão como reserva da histórica linha ofensiva formada por Jairzinho, Tostão e Pelé.

Outras Copas com presença relevante de clubes mineiros

Além de 1970, outras edições também registraram participação expressiva de jogadores de Atlético e Cruzeiro defendendo a Seleção Brasileira, ainda que em número inferior.

Copa do Mundo de 1974

  • Cruzeiro: Wilson Piazza (zagueiro) e Nelinho (lateral-direito)

Na Copa disputada na Alemanha, o Cruzeiro manteve dois representantes brasileiros na Seleção, dando sequência à forte presença celeste nos anos 1970.

Copa do Mundo de 1978

  • Atlético: Toninho Cerezo (meio-campista) e Reinaldo (atacante)
  • Cruzeiro: Nelinho (lateral-direito)

A edição da Argentina marcou uma das Copas com maior equilíbrio entre os clubes mineiros, com três jogadores vinculados a Atlético e Cruzeiro.

Cerezo e Nelinho jogaram Copas consecutivas por Atlético e Cruzeiro

Copa do Mundo de 1982

  • Atlético: Luisinho (zagueiro), Toninho Cerezo (meio-campista) e Éder Aleixo (atacante)

Na Espanha, o Galo foi o único representante de Minas Gerais na Seleção Brasileira, com três atletas convocados (maior número do clube em uma única edição).

Copa do Mundo de 1998

  • Atlético: Taffarel (goleiro)
  • Cruzeiro: Dida (goleiro)

Na França, os dois goleiros dos times mineiros estiveram presentes na campanha que levou o Brasil ao vice-campeonato mundial: Dida era reserva de Taffarel.

Taffarel defendeu dois pênaltis na semifinal da Copa do Mundo de 1998, contra a Holanda

Copa do Mundo de 2002

  • Atlético: Gilberto Silva (volante)
  • Cruzeiro: Edílson (atacante)

Na campanha do pentacampeonato, Minas Gerais voltou a ter dois representantes atuando por clubes do estado.

Gilberto Silva foi titular ao longo da trajetória, enquanto Edilson foi um reserva bastante acionado, tendo sido titular na semifinal do torneio, contra a Turquia.

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Repórter em formação com experiência em coberturas locais e interestaduais, com atuação em diferentes frentes do jornalismo. Apaixonado por esportes, especialmente futebol, acompanha o cenário nacional e internacional, com foco em contexto, informação e curiosidades do jogo. Acumula passagem por No Ataque e Estado de Minas.

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