A presença de jogadores em Copas do Mundo é um dos indicadores da relevância histórica de um clube no cenário do futebol nacional e internacional.
Ao longo das décadas, tanto
Mas, afinal, entre os dois rivais mineiros, qual ficou mais tempo sem jogadores em Copas do Mundo? A seguir, a Itatiaia responde.
Cruzeiro teve o maior jejum entre os rivais
Quando o critério analisado é o maior período sem atletas convocados para Copas do Mundo, o Cruzeiro aparece em desvantagem em relação ao Atlético.
A Raposa ficou 12 anos consecutivos sem representantes em Mundiais, desde o chamado de Nelinho, em 1978, enquanto o maior hiato vivido pelo Galo foi de oito anos, desde o chamado de Dadá, em 1970 (desconsiderando a convocação recusada por Mário de Castro, em 1930).
“Jejuns” dos mineiros em Copas do Mundo
- Cruzeiro: 12 anos sem convocações para Copas (1982 a 1994)
- Atlético: oito anos sem convocações para Copas (1990 a 1998)
Com isso, o Cruzeiro registra o maior período de ausência entre os clubes mineiros.
Maior jejum do Cruzeiro: 12 anos sem convocados
Após a Copa do Mundo de 1978, quando o lateral-direito Nelinho representou o clube no Mundial da Argentina, o Cruzeiro atravessou um longo período sem atletas convocados.
Período sem jogadores do Cruzeiro em Copas
- De 1982 a 1994
Durante esse intervalo, passaram-se três edições do torneio sem presença celeste:
- 1982
- 1986
- 1990
O retorno aconteceu apenas na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, com a convocação do jovem Ronaldo Fenômeno, então com apenas 17 anos.
Apesar de não ter entrado em campo, o atacante marcou o fim do maior hiato da história do Cruzeiro em Mundiais.
Ronaldo foi campeão mundial em 1994 enquanto era jogador do Cruzeiro
Outros períodos sem jogadores do Cruzeiro
Além do jejum mais longo, a Raposa também teve outros intervalos relevantes:
- 1966 a 1978: presença mantida
- 1982 a 1994: maior hiato (12 anos)
- 1998 a 2002: atletas convocados
- 2006 a 2010: novo intervalo de quatro anos
- 2014 a 2018: nova ausência até Arrascaeta
Apesar de participações pontuais, o clube não voltou a registrar longas sequências contínuas após os anos 1970.
Maior jejum do Atlético: oito anos sem representantes
O Atlético também passou por períodos sem atletas em Copas do Mundo, mas nenhum deles superou o intervalo vivido pelo rival.
Após a Copa do Mundo de 1986, disputada no México, o clube alvinegro enfrentou um hiato de oito anos até voltar a ter jogadores convocados.
Período sem jogadores do Atlético em Copas
- De 1990 a 1998
Nesse intervalo, o Galo não teve representantes nas Copas de:
- 1990
- 1994
O retorno ocorreu em 1998, na França, com a convocação do goleiro Taffarel, que teve participação decisiva na campanha do vice-campeonato brasileiro.
Taffarel defendeu dois pênaltis na semifinal da Copa do Mundo de 1998, contra a Holanda
Outros hiatos do Atlético ao longo da história
Além do período entre 1990 e 1998, o clube também teve outros intervalos relevantes:
- 1930 a 1970: longo intervalo após a recusa de Mário de Castro
- 1970 a 1986: maior sequência da história do clube (cinco Copas seguidas)
- 1990 a 1998: maior hiato (oito anos)
- 1998 a 2002: presença mantida
- 2006 a 2010: jejum de quatro anos
- Após 2014: ausência nos dois últimos Mundiais
Mesmo assim, o Atlético conseguiu construir ciclos mais frequentes de participação em Copas ao longo da história.
Embora o Cruzeiro tenha tido maior protagonismo em Copas vitoriosas, especialmente em 1970, com dois titulares (Piazza e Tostão), o Galo apresentou maior regularidade ao longo das décadas.
O alvinegro teve mais sequências consecutivas e um intervalo máximo menor sem representantes, enquanto a Raposa enfrentou um hiato mais prolongado até retomar presença no cenário mundial.
Assim, quando o assunto é continuidade histórica em Copas do Mundo, o Atlético leva vantagem sobre o rival mineiro.