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Mário Bittencourt confirma necessidade do Fluminense de vender jogadores

Clube segurou propostas na temporada passada de olho no título da Copa Libertadores, mas este ano precisa encorpar os cofres

O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, confirmou que o clube precisará fazer vendas nas próximas janelas de transferências. Diferentemente do que fez no ano passado, este ano o clube calcula pelo menos duas vendas para equilibrar as receitas.

No ano passado, a direção optou por segurar algumas vendas de olho no resultado esportivo. O planejamento deu certo e o Tricolor conquistou a Copa Libertadores. Neste ano, mesmo com o foco em conquistar, o Flu precisará dessas receitas.

“Precisamos fazer escolhas e tomar decisões. Ano passado tinha essa possibilidade de segurar. Esse ano se não acontecer nenhum evento extra financeiro do clube, obviamente teremos que fazer uma ou duas vendas para manter as contas do clube equilibradas. Repito muito isso porque as dívidas ainda são muito grandes. Por enquanto, precisamos fazer as vendas”, comentou, lembrando das escolhas anteriores:

“Ano passado fizemos uma escolha e isso tem consequências. No ano passado, conseguimos escolher isso e se imagina que não é fácil sentar nessa cadeira. Em 2022 precisamos fazer uma venda e fui muito criticado, mas foi ela que fez manter os salários em dia e nos deixar em terceiro no Brasileiro, ir para a Libertadores e ganhar. Ano passado fiz o inverso”, contou.

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Mário ainda destacou a eventual venda de Fabrício Bruno do Flamengo para o West Ham-ING. O mandatário relembrou que se o rival rubro-negro, mesmo com as contas mais equacionadas que o Flu, precisa vender, o Tricolor não tem como escapar.

“Não sei se procede, mas eu vi que o Flamengo estava vendendo o Fabrício Bruno. Se um clube que tem uma condição financeira melhor que a nossa, se eles precisam vender para se manter ativas no mercado, imagina um clube que fatura três vezes menos. Vamos precisar fazer sim as vendas e fazer parte”, comentou.

O técnico Fernando Diniz confirmou que conversa sempre com a diretoria sobre a possibilidade e sabe que no Brasil os clubes necessitam dessas receitas.

“A gente nunca quer perder jogador, mas temos que saber que faz parte da realidade. Que existe essa possibilidade de vender. Estamos sempre conversando. Trouxemos já jogadores pensando nisso. Vamos fazer de tudo para se ajustar o mais rápido possível”, opinou.


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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.
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