Thiago Silva abriu o jogo sobre sua saída do
Segundo o defensor, a escolha não foi tomada ao final da temporada em 14 de dezembro, quando o
“De repente poderia ter sido comunicado antes dessa decisão e quero que as pessoas saibam. Não foi após a derrota pro Vasco. Não foi ali em dezembro que tomei a decisão. Ali foi o dia que eu comuniquei aos atletas, porque não tinha falado pros atletas ainda. Mas a diretoria do Fluminense já sabia, a diretoria já sabia quando tomei a minha decisão. Foi no fim de setembro ou início de outubro. Minha decisão foi passada ao clube. Por quê? Porque na minha cabeça, como atleta, sabia que ia causar tudo isso que aconteceu, mas o meu primeiro pensamento foi no Fluminense. Logicamente, depois da minha decisão de vir para minha família, foi o Fluminense. Por que a decisão de comunicar em outubro? Para eles terem tempo de procurar outro atleta”, revelou em entrevista à TNT Sports.
Segundo o zagueiro, foi tudo pensando em prol do Fluminense para evitar algum tipo de crise antes da semifinal da Copa do Brasil e o clássico diante do Vasco.
“Não foi de uma hora para outra. E o que eu senti que eles poderiam ter falado isso depois de eu ter apanhado do jeito que eu apanhei, eu entendo como eu falei, o lado do torcedor. E na última semana eu não podia falar porque era o clássico contra o baixo”, explicou, completando:
“Como é que eu falo antes de uma decisão, uma decisão dessa minha pessoal, ia de encontro do que a gente ia fazer no final de semana ou no meio de semana contra o baixo? Não queria criar essa confusão toda. Antes do Bahia, talvez. A gente tinha o Vasco em seguida, e aí ia mudar o lance de foco, o Thiago vai embora e o jogo do Vasco. Eu não queria causar isso”, concluiu.
Decisão antes de Zubeldía
Sem citar nomes, Thiago Silva também deixou claro que coisas que aconteciam no Fluminense não o estavam agradando. Para ele, uma eventual chegada de Luís Zubeldía antes poderia ter mudado sua decisão.
“Então essa decisão foi tomada no início de outubro e todos ali sabiam dessa minha decisão, a não ser o treinador que chegou depois. Inclusive, falei pra ele pessoalmente, ‘Mister, se você tivesse chegado antes, acho que depois teria mudado a minha ideia’. Por coisas que não tem aqui o que falar. Em torno do futebol em si no Brasil. Sempre, desde que cheguei, minha conversa com o presidente seria mudar algumas coisas que funcionam bem fora, mas que desse para levar. Isso leva tempo. Conseguimos de alguma forma trabalhar de uma maneira conjunta. Se não fosse o Porto, teria me aposentado”, finalizou.