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Sport x Ceará: PM recomenda portões fechados para jogo da Copa do Nordeste

Equipes se enfrentarão pelas quartas de final da competição regional, em data a ser definida pela CBF

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) recomendou que o jogo entre Sport e Ceará, válido pelas quartas de final da Copa do Nordeste, seja realizado com portões fechados. Em ofício enviado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a corporação alega que apenas esta medida seria capaz de garantir “absoluta segurança”.

O documento, revelado inicialmente pelo NE45, está assinado pelo Comandante Geral da PMPE, Ivanildo César Torres de Medeiros.

No texto, ele ressalta que “a situação política dos clubes, a caracterização das torcidas organizadas mandantes e visitantes, o histórico de ocorrências, a deficiência dos sistemas de controle interno dos estádios, a mobilidade e o fluxo de pessoas” são fatores que impossibilitam à corporação garantir a “absoluta segurança”.

A PM pontua, também, que tem empregado, nos jogos em Pernambuco, um efetivo médio de 625 policiais militares, “sendo que em alguns já se chegou ao efetivo de mil policiais”.

O ofício foi enviado após o STJD intimar o Sport, a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) e a PM a apresentarem uma solução para como realizar a partida no estado.

Entenda o caso

Nesta terça-feira (2), o departamento jurídico da Federação Cearense de Futebol (FCF) acionou o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) solicitando que a partida entre Sport e Ceará não seja disputada no estado de Pernambuco.

A diretoria de competições da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ainda vai marcar a data exata, mas o jogo está programado para a próxima semana na Arena de Pernambuco, na região metropolitana do Recife. O Sport tem o mando por ter tido melhor campanha na fase de grupos.

Há preocupação com a segurança do encontro que será a reedição da final de 2023, vencida pelo Ceará. Será o primeiro jogo de um clube cearense contra o Sport, no Recife, depois que o ônibus que levava a delegação do Fortaleza da Arena de Pernambuco ao hotel foi atacado por torcedores de uma organizada do clube pernambucano, em 22 de fevereiro, após 1 a 1 pelo Nordestão. Seis jogadores ficaram feridos.

A FCF alega, no documento enviado, que “não existirem garantias de segurança à incolumidade física e psíquica dos partícipes do espetáculo”. A federação também pede que o efeito suspensivo que liberou a torcida do Sport a frequentar os estádios seja revogado.

Os dois locais sugeridos para a realização do jogo foram João Pessoa, capital da Paraíba, e Natal, capital do Rio Grande do Norte. A Itatiaia apurou que a chance de o confronto não ser em Pernambuco é remotíssima.

No jogo de ida da final da Copa do Nordeste de 2023, na Arena Castelão, na capital cearense, torcedores de Ceará e Sport arremessaram cadeiras uns nos outros depois do confronto, que terminou 2 a 1 para o Vozão.

Posição do Sport

Em nota oficial divulgada nesta tarde, o Sport também se posicionou sobre o assunto. Confira a nota divulgada pelo clube pernambucano:

“O Sport Club do Recife recebeu com surpresa a recomendação da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) para que o duelo diante do Ceará, previsto para a próxima semana, ocorra de portões fechados na Arena de Pernambuco.

O Clube compreende que os órgãos responsáveis por garantir a segurança de eventos como os carnavais de Recife e Olinda, que levam milhões de pessoas durante os dias de folia, também estão aptos a resguardar um público de 30 ou 40 mil pessoas em uma partida de futebol – conforme já ocorreu em diversas oportunidades recentes e mais longínquas, como a Copa do Mundo de 2014.

Paralelamente a isso, o Sport reforça que também emprega centenas de agentes privados contratados para ampliar a segurança no estádio e no entorno da praça esportiva dentro do raio que lhe compete, a fim de promover um ambiente pacífico e contribuir junto aos órgãos públicos, vez que, na condição de associação desportiva, bem como no que estabelece o Estatuto do Torcedor, é o que lhe cabe quanto à segurança.

O Clube entende que o motivo de existir e competir está integralmente ligado à sua torcida – razão de absolutamente tudo. Assim, portanto, perde-se o sentido do jogo e do espetáculo entrar em campo sem tê-la ao lado sem nenhum motivo aparente ou justo.

Por fim, o Sport aguarda e confia na reversão da governadora Raquel Lyra, tão imbuída em liderar o Governo de Pernambuco nas suas mais diferentes esferas, acerca deste posicionamento da corporação”.

Veja o ofício da Polícia Militar de Pernambuco

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Nuno Krause é correspondente da Itatiaia na região Nordeste. Formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), acumula passagens por Bahia Notícias, Jornal A TARDE e Rádio Salvador FM. Atua no jornalismo esportivo desde 2019.
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