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Everson cai no choro e dá forte relato sobre ‘perseguição’ da torcida do Atlético

Goleiro fez forte desabafo após o empate do Galo com o Fortaleza pelo Campeonato Brasileiro

O goleiro Everson fez um forte desabafo após o empate do Atlético com o Fortaleza, por 1 a 1, na Arena MRV, pelo Campeonato Brasileiro. O jogador chorou e citou perseguição de torcedores do clube pelas críticas recebidas recentemente.

Nos últimos gols sofridos, Everson recebeu duras críticas. Jogadores como Ademir, do Bahia, Lucas Evangelista, do Bragantino, Matheusinho, do Vitória, e Breno Lopes, do Fortaleza, acertaram belos chutes de fora da área contra o Galo. Neles, o goleiro saiu como vilão e foi eleito culpado por parte da torcida.

Everson chorou durante passagem pela zona mista da Arena MRV. Criticado pelo posicionamento em alguns dos lances citados acima, o goleiro rebateu.

“Foi contra o Bahia, contra o Fortaleza. Os atacantes tiveram o mérito de finalizar bem. Talvez se eu estivesse um passo para frente ou para trás, tomaria o gol do mesmo jeito. Estou aqui há três anos e meio e nunca fugi da minha responsabilidade. Vou chegar a quatro anos aqui, passaram seis treinadores e todos me colocaram como titular. Por mais que sei que não agrado 100% da torcida, eu trabalho pra caralho para estar aqui, me sacrifico pra caralho”, iniciou Everson.

Em meio ao choro, o goleiro atleticano seguiu o desabafo na Arena MRV. Ele citou que vem sendo perseguido pela torcida do Atlético.

“Desculpa, mas sempre tem (perseguição). Ninguém sabe o sacrifício que fiz para jogar hoje, foi difícil pra karalho. Estou cheio de dor. Mas, enquanto a dor for suportável e eu aguentar a dor, eu vou jogar. Por mais que eu não agrade uma parte da torcida. Ano passado eu passei por isso e terminei 2023 como um dos melhores goleiros da competição, ajudando a equipe no segundo turno, fazendo grandes defesas”, relatou.

“Peço desculpas pelo desabafo. Quem gosta do meu trabalho não gostaria de me ver nessa situação, chorando. Bola para frente, quarta-feira tem mais um jogo. Tem que trabalhar para dar a volta por cima, mesmo com todas as dificuldades e adversidades. Um cara para chegar no alto nível, nunca chega aqui à toa, por indicação. É por trabalho. No alto nível você vai sofrer um pouco, mas, lá na frente vai ser valioso essa certa perseguição, esse sofrimento, mas vamos passar por cima disso mais uma vez”, completou.

Everson ainda afirmou que entrou em campo no sacrifício. Com luxação nos dedos, ele diz que não quer se isentado das críticas dos torcedores.

“Estou jogando no sacrifício. Estou com os dedos luxados, meus dedos não estavam fechando até ontem. Fiz todo o esforço e sacrifício possível. Não quero que o torcedor me isente por eu estar jogando no sacrifício. Não quero isenção de culpa. Assumo toda a minha responsabilidade”, concluiu.

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Veja o desabafo de Everson

“Foi contra o Bahia, contra o Fortaleza. Os atacantes tiveram o mérito de finalizar bem. Talvez se eu estivesse um passo para frente ou para trás, tomaria o gol do mesmo jeito. Estou aqui há três anos e meio e nunca fugi da minha responsabilidade. Vou chegar a quatro anos aqui, passaram seis treinadores e todos me colocaram como titular. Por mais que sei que não agrado 100% da torcida, eu trabalho pra caralho para estar aqui, me sacrifico pra caralho.

Desculpa, mas sempre tem (perseguição). Ninguém sabe o sacrifício que fiz para jogar hoje, foi difícil pra karalho. Estou cheio de dor. Mas, enquanto a dor for suportável e eu aguentar a dor, eu vou jogar. Por mais que eu não agrade uma parte da torcida. Ano passado eu passei por isso e terminei 2023 como um dos melhores goleiros da competição, ajudando a equipe no segundo turno, fazendo grandes defesas. Sempre jogando em alto nível. Quando eu erro, eu assumo a responsabilidade. O momento é difícil, tenho que ter a cabeça boa. Deito com a consciência limpa de que estou fazendo o meu trabalho, o máximo que posso para ajudar o clube. Me sacrifico para isso. Enquanto eu tiver forças para continuar me sacrificando, dando minha parcela de contribuição, ajudando a equipe, eu vou. Se por acaso o treinador, a diretoria, acharem que eu não estou me ajudando, eles vão ser os responsáveis pela minha saída. Eu não sou de largar o bastão não. Eu trabalho pra caramba. Eu quanto eu puder e tiver forças para trabalhar e aguentar as dores, eu vou trabalhar. Durante a semana, o professor vai escolher o melhor. Venho tendo esse prazer há quase quatro anos no clube, representando o torcedor dentro de campo. Peço desculpas pelo desabafo. Quem gosta do meu trabalho não gostaria de me ver nessa situação, chorando.

Bola para frente, quarta-feira tem mais um jogo. Tem que trabalhar para dar a volta por cima, mesmo com todas as dificuldades e adversidades. Um cara para chegar no alto nível, nunca chega aqui à toa, por indicação. É por trabalho. No alto nível você vai sofrer um pouco, mas, lá na frente vai ser valioso essa certa perseguição, esse sofrimento, mas vamos passar por cima disso mais uma vez.

Estou jogando no sacrifício. Estou com os dedos luxados, meus dedos não estavam fechando até ontem. Fiz todo o esforço e sacrifício possível. Não quero que o torcedor me isente por eu estar jogando no sacrifício. Não quero isenção de culpa. Assumo toda a minha responsabilidade”.


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Túlio Kaizer é jornalista esportivo com grande experiência no digital. Foi setorista dos três grandes clubes do futebol mineiro: América, Atlético e Cruzeiro. Cobre também basquete, vôlei, esportes americanos, esportes olímpicos e e-sports.
Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18) e Olimpíada (2016-2021).
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