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Bruno Muzzi explica SAF do Atlético e descarta ‘loucuras’ no mercado; veja

CEO do Atlético, Bruno Muzzi diz que maior objetivo da SAF é tornar o clube sustentável, sem deixar de ser competitivo

Bruno Muzzi tirou dúvidas da imprensa sobre a SAF do Atlético

Nesta quinta-feira (13), o Atlético convidou jornalistas para entrevista coletiva com Bruno Muzzi, CEO do Alvinegro. O encontro na sede de Lourdes aconteceu para esclarecer dúvidas sobre a transformação do clube em Sociedade Anônima do futebol (SAF).

Perguntado sobre o aporte inicial na SAF, que supera R$ 900 milhões, Muzzi esclareceu como o clube irá fazer uso do montante.

“O aporte na SAF será de R$ 913 milhões, porque os R$ 313 milhões de dívidas (com Rubens Menin) estão deixando de ser pagos. Os R$ 600 milhões serão disponibilizados de forma imediata e começaremos a negociar com todos os credores. O planejamento é manter a SAF equilibrada em 2024, 25 e 26. Daremos prioridade aos bancos, agentes e clubes, evitando processos na FIFa, etc”, destacou.

Tentaremos diminuir as taxas de juros, alongando um pouco mais a dívida. Durante este período, conseguiremos manter uma folha de futebol competitiva, que hoje está na casa de R$ 220 milhões. A ideia é ter um teto orçamentário e não passaremos de um determinado valor.

“Vamos respeitar isso. Estamos também tentando colocar um limite inferior para esta folha, imagino na casa de 30% a 42%. Se em 2024 tivermos um faturamento de R$ 600 milhões, se for 40%, teremos uma folha de R$ 240 milhões; se for 30%, não podemos abaixar de R$ 180 milhões. Assim manteremos o Atlético sustentável, com uma folha super competitiva”, foi além.

Ainda de acordo com o CEO do Atlético, todo planejamento está sendo feito para ser respeitado, mesmo caso haja pressão externa (torcida, imprensa, etc.) para que, em determinado momento, o clube arrisque mais nas investidas.

“Este planejamento para as próximas três temporadas, está tudo num bolo só. Tudo aquilo que é relacionado a compra e venda, estará no fluxo de caixa de investimento. Em 2024 serão R$ 40 milhões de investimento. A partir do momento que compro ou vendo, tenho este fluxo. Este ano já conseguimos respeitar isso. Só vamos poder usar a janela se a gente abrir espaço na folha. O importante é que a SAF manterá o Atlético sustentável e sendo competitivo”, explica.

“Se caso em 2024, 25 e 26 não tivermos resultados esportivos (títulos), não vamos variar o orçamento. Teremos que segurar a pressão externa porque não poderemos cometer nenhum excesso”, finaliza.

Dia da votação

No próxima quinta (20), haverá reunião extraordinária com os conselheiros para a votação. Para que o modelo proposto seja aprovado, serão necessários 2/3 de votos “sim”. O Conselho Deliberativo tem atualmente 420 membros.

O processo será feito de forma presencial ou remota, para aqueles que não puderem comparecer à sede do Atlético, e será encerrado às 18h da sexta (21).

Modelo de SAF do clube

A princípio, o plano apresentado pelo colegiado para formação da SAF prevê investimento imediato de R$ 913 milhões por parte de empresários atleticanos. Um bolo desta quantia deve ser utilizado para quitar dívidas onerosas (bancos, que geram juros, por exemplo).

As dívidas totais do clube (incluem a Arena MRV, estádio do Atlético), que estão entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões, ficarão sob a responsabilidade da SAF. A nova empresa, chamada Galo Holding, que contará com dois fundos investidores, teria 75% das ações da Sociedade Anônima. O Atlético (associação) ficaria com 25%.

Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).

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