Multicampeão por Palmeiras, Corinthians e Flamengo, o baiano de 55 anos protagonizou episódios de violência ao longo da vida como atleta. Abaixo, a Itatiaia relembra alguns dos momentos.
Agressão a treinador e arma em concentração
Um dos episódios polêmicos protagonizados por Edilson Capetinha foi em 2004, quando atuava pelo Vitória. Na ocasião, o ex-atacante chegou à concentração do Leão da Barra armado e disparou tiros para o alto. A atitude assustou membros da diretoria, jogadores e o treinador, que estavam no local.
Incomodado, Evaristo de Macedo, à época treinador do Vitória, se queixou com o jogador. Edílson não reagiu bem à crítica e agrediu o comandante da equipe com um soco.
Em entrevista ao Charla Podcast, o ex-jogador falou sobre o ocorrido e afirmou se arrepender do fato.
“Eu sempre peço desculpas a ele. Eu não me glorifico com essa história em nada. Não estou me gabando de nada. Fico até com vergonha. Foi uma das coisas que mais me arrependo no futebol”, disse Edílson.
‘Treta’ com Petkovic no Flamengo
Outro momento de destaque negativo na carreira do ex-jogador foi o desafeto com Dejan Petkovic. Ambos atuaram juntos no Rubro-Negro nas temporadas 2000 e 2001.
Os jogadores eram desafetos públicos e não escondiam a rixa entre eles. Apesar disso, ambos faturaram três títulos pelo Mengão: Copa dos Campeões, Campeonato Carioca e Taça Guanabara - todas em 2001.
Contudo, as desavenças foram superadas e, atualmente, ambos são amigos - segundo afirma o próprio Edílson.
Afastado do Corinthians em 1998 após desacatar um policial
Em 1998, quando atuava pelo Corinthians, o jogador foi detido junto com Vampeta sob a acusação de desacato a um policial militar de São Paulo que lhes aplicava uma multa de trânsito.
Posteriormente, o atacante foi afastado pelo treinador Vanderlei Luxemburgo, que comandava o Alvinegro do Parque São Jorge à época. A decisão incomodou Edílson, que criticou o treinador publicamente.
Depois de se recusar se desculpar com o técnico, Capetinha seguiu fora do time, enquanto Vampeta foi reintegrado ao elenco após se retratar com Luxemburgo.
Discussão com Rincón no Corinthians
Outro episódio polêmico da carreira de Edílson também aconteceu no Corinthians. O atacante se desentendeu com o volante Freddy Rincón, que o repreendeu por perder a bola e gerar um contra-ataque para o adversário em partida disputada na Bolívia.
Capetinha rebateu as críticas do companheiro de equipe, e o desentendimento se estendeu para os vestiários. Edílson tinha retornado para o balneário antes do colombiano e pegou uma faca para se defender de Rincón, que estava irritado.
“Quando acabou o jogo, eu desci meio que correndo. Tinha uma faquinha de cortar laranja, e eu peguei. Fui lá para o final do corredor. O Vampeta sentou do meu lado. Na hora que o negão entrou, tinha vasinho de água. Ele deu um bico. Eu falei para ele: “Você só quer bater em mim e Marcelinho porque a gente é pequeno. Pega o Vampeta aqui do lado”, revelou Edílson em entrevista ao programa Conversa com Bial, da TV Globo.
Embaixadinhas em Corinthians x Palmeiras em 1999
Já em 1999, um novo momento marcou a carreira de Capetinha. Na ocasião, o então jogador do Corinthians resolveu fazer embaixadinhas na final do Campeonato Paulista contra o arquirrival Palmeiras nos minutos finais da partida. Naquele momento, o Timão tinha o título do torneio já encaminhado.
Revoltados, os jogadores do Alviverde, dentre eles, Paulo Nunes, correram em direção a Edílson para agredí-lo. Acuado, o atacante correu para o vestiário, enquanto uma verdadeira “batalha campal” foi iniciada no gramado.
Em entrevista ao ge, Capetinha relembrou o episódio e disse não se arrepender da atitude.
“Só um maluco mesmo para ter uma ideia dessa. Não me arrependo. A gente foi muito provocado”, afirmou o ex-jogador.
Provocações em Flamengo x Cruzeiro na final da Copa do Brasil 2003
Em 2003, quando defendia o Flamengo, Edílson desdenhou do Cruzeiro ao afirmar que a equipe celeste não era a melhor do Brasil e, sim, o Santos. A declaração foi dada antes dos dois times se enfrentarem na final da Copa do Brasil.
Apesar da provocação, o final foi ruim para o Capetinha. A Raposa superou o Rubro-Negro na decisão e faturou o título.
‘Treta’ com Mascherano em Corinthians x São Caetano em 2005
Outra “treta” que marcou a carreira de Edílson foi com Mascherano, durante o Campeonato Brasileiro de 2005. Na ocasião, o então camisa 10 do Azulão provocou o adversário argentino com canetas e dribles desconcertantes. Para conter o ímpeto do atacante, o zagueiro iniciou uma marcação mais cerrada em Edílson e realizou entradas mais violentas em Capetinha.
Após uma discussão entre os jogadores, o atacante recebeu cartão amarelo, assim como Mascherano. Já no segundo tempo, Edílson foi expulso após cera para cobrar escanteio.