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Clube amador de Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, o Menezes firmou contrato com Bruno no fim de fevereiro para a disputa de um campeonato local que acontece em maio.
Mesmo após a prisão do goleiro, o clube mantém o acordo, como explicou o diretor esportivo Bruno Ferreira à Itatiaia.
“Vamos aguardar os desdobramentos. Existe um contrato de trabalho que acreditamos que será cumprido. Neste momento, não temos outro caminho que não seja aguardar”, iniciou.
Questionado sobre o pensamento do clube a depender da confirmação da Justiça, o diretor reiterou a importância de aguardar o resultado final do caso do goleiro.
“Nesse exato momento, seria prematuro dizer que sim ou não (sobre quebrar o acordo) sem uma decisão judicial, e por quanto tempo ela valerá”.
Aproveitando o caso de Bruno, que foi condenado em 2013 a 22 anos de prisão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, Bruno Ferreira explicou que o Menezes acredita na ressocialização dos cidadãos.
Ele questiona os poderes públicos sobre a falta de oportunidade aos condenados: “Nós entendemos que esse assunto transcende o futebol, que, por sinal, é um esporte que tem o papel de salvar vidas”, finalizou.
Liberdade revogada de Bruno
A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro determinou a revogação do livramento condicional do goleiro Bruno, que deverá retornar ao sistema prisional para o cumprimento da pena em regime semiaberto.
O magistrado Rafael Estrela Nóbrega, responsável pelo caso, também expediu um mandado de prisão contra Bruno com validade estipulada em 16 anos.
A perda do benefício ocorreu após a constatação de que Bruno descumpriu as obrigações impostas pela Justiça ao se ausentar do estado do Rio de Janeiro sem a devida autorização legal.
Segundo os autos do processo, o ex-goleiro viajou para o Acre no dia 15 de fevereiro de 2026, apenas quatro dias depois de ter recebido a concessão do livramento condicional. Por lá, atuou pelo Vasco-AC na Copa do Brasil.