‘Pessoa ruim’: primo de Ed Sheeran critica postura de cantor após polêmica
Familiar do artista declarou sentir vergonha de parentesco e comemorou 'finalmente o mundo e os fãs o enxergaram'

Jethro Sheeran, primo do cantor britânico Ed Sheeran, publicou uma série de críticas ao artista após uma polêmica envolvendo a turnê do cantor. Ele o descreveu como uma pessoa ruim e afirmou não gostar nada da música dele.
“Finalmente tudo está vindo à tona! Tenho vergonha do meu primo Ed e do que ele fez. Finalmente o mundo e todos os seus fãs o enxergaram. Ele não é uma boa pessoa, eu não gosto da música dele, então não posso dizer que ele seja um bom artista", diz no início do desabafo.
O primo de Ed Sheeran ainda acrescentou e afirmou que foi prejudicado por ele. Segundo Jethro, o cantor é egoísta e possui uma série de atitudes maliciosas e que zombava de sua saúde mental. “Honestamente, ele é um indivíduo egoísta com atitudes maliciosas e astutas. 'Ele te mata com gentileza'. Sou primo de sangue dele e ele me prejudicou, zombou da minha saúde mental e da saúde mental em geral. Ele me impediu de alimentar minha filha removendo todas as minhas músicas, e meu advogado me mostrou provas da Warner de que tudo foi obra dele", desabafou.
“Na minha opinião, ele é uma pessoa ruim. Essa é apenas a minha opinião, baseada nas minhas experiências”, completou.
Por fim, o primo do artista disse que concorda com os comentários que tem sido feitos após o cantor se envolver em uma polêmica, porém, alertou as pessoas de que Ed Sheeran seria alguém calculista e cruel.
“Concordo com todos os comentários negativos que ele recebeu e com a má reputação que teve. Cuidado, ele é muito calculista e cruel. Essa é a minha opinião sincera e eu sou da família! Ele não é um Sheeran de verdade! Não odeiem um Sheeran por causa desse garotinho bobo. Sinto muito em dizer isso, mas pelo menos tenho coragem de falar a verdade! Ele é um covarde! Ponto final", finalizou.
Entenda a polêmica
Posicionamentos e convicções geopolíticas transformaram a turnê do cantor britânico Ed Sheeran. Três artistas e uma banda abandonaram as respectivas participações após o rapper Macklemore ser afastado por ter se manifestado a favor da Palestina em dois shows nos Estados Unidos, no úlitmo fim de semana.
Macklemore era convidado de abertura da turnê "Loop" pelos Estados Unidos. No dia 4 de setembro, o rapper americano se apresentava no MetLife Staduim, em Nova Jersey, e gritou "Free Palestine" (Palestina livre, em tradução literal). Na ocasião, ele também afirmou querer que as pessoas em Gaza e na Cisjordânia soubessem que não haviam sido esquecidas.
Na segunda-feira (14), Macklemore divulgou um comunicado sobre a saíde dele da turnê. No texto, ele reitera não ser uma vítima: "Temos carreiras, dinheiro, oportunidades, segurança e público no mundo tudo. Quaisquer que seja as consequência que enfrentemos pelo que dizemos, podemos voltar para casa e para nossas famílias. As vítimas são os palestinos", escreveu.
Por outro lado, Ed Sheeran afirmou que a decisão partou da promotra da turnê, a Messina Touring Group. Na ocasião, o posicionamento do cantor britânico gerou críticas sobre a falta de uma opinião clara sobre o conflito envolvendo o território palestino. "Não sou cúmplice. Tenho minhas visões pessoais sobre esse conflito devastador. Só porque escolho não falar publicamente, não significa que não as tenho, e não significa que não me importe", escreveu.
Na terça-feira (15), os cantores Finneas, Aaron Rowe e Lukas Graham, além da banda Beoga, declararam que não vão mais abrir os shows de Ed Sheeran. Agora, o artista britânico não possui nenhum cantor para a abertura da turnê, que tem datas previstas até o dia 11 de dezembro.
Juntos à decisão de cancelamento, os três cantores e banda manifestaram apoio à causa palestina. "Artistas não devem ser silenciados por se manifestar contra a opressão", escreveu Finneas nas redes sociais. Veja o pronunciamento dos outros artistas:
- "Deveríamos poder falar sobre guerra, sobre civis sendo mortos, sobre crianças que merecem crescer. Onde quer que vivam. Qualquer que seja a sua bandeira", afirmou Graham.
- "Como irlandeses, conhecemos bem até demais genocídio, fome forçada e ocupação violenta", disse Rowe.
- "Somos irlandeses que entendem colonialismo. Como membros fundadores do movimento Artistas Irlandeses pela Palestina, somos ativistas com compromisso pela justiça e continuaremos a ser", publicou a banda Beoga.
Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



