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Oscar: Lula entra na torcida pelo 'O Agente Secreto' e celebra o cinema brasileiro

O longa, dirigido por Kleber Mendonça Filho, é o representante do Brasil na maior premiação do cinema que acontece neste domingo (15) nos Estados Unidos.

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O Agente Secreto
O elenco de O Agente Secreto foi recebido pelo presidente e pela primeira-dama Janja na residência oficial em agosto do ano passado.  • Ricardo Stuckert | PR.

No domingo (15), em que o mundo volta os olhos para a maior premiação do cinema, o Oscar, que acontece nos Estados Unidos, o presidente Lula (PT) usou as redes sociais para "celebrar" a produção audiovisual brasileira. Nesta edição, o país está representado, pelo segundo ano consecutivo, pelo longa O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura, indicado à categoria de Melhor Ator.

"Hoje, dia de premiação do Oscar, o mundo volta os olhos para a força do nosso audiovisual. É o reconhecimento da potência da cultura brasileira. O Brasil mostra, mais uma vez, que tem talento de sobra para brilhar nas telas do mundo".

— escreveu o perfil oficial do presidente.

Se vencer na categoria de Melhor Ator neste domingo, Wagner Moura poderá alcançar um feito inédito para o Brasil: tornar-se o primeiro brasileiro a ganhar uma estatueta individual de atuação na história do Oscar.

Em 2025, o cinema brasileiro teve a chance de conquistar a primeira estatueta por atuação com Fernanda Torres, protagonista de Ainda Estou Aqui. A atriz, no entanto, perdeu o prêmio de Melhor Atriz para Mikey Madison.

Política e cinema

Nas duas últimas temporadas de premiação — deste ano e de 2025 —, para os brasileiros, a campanha ganhou um tom político.

Em Ainda Estou Aqui, representante do país no ano passado, o filme retrata o período da ditadura militar, tema que gerou polêmica na oposição a Lula no Congresso, já que a pauta sempre foi defendida positivamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Neste ano, apesar de O Agente Secreto não ter como foco específico o período ditatorial, em diversas entrevistas Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho aproveitaram para fazer críticas ao tratamento dado à Cultura durante o governo Bolsonaro.

Durante o mandato do ex-presidente, a Cultura deixou de ser um ministério e passou a ser uma secretaria especial vinculada ao Ministério da Cidadania, sendo posteriormente transferida para o Ministério do Turismo.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.