Fábio Porchat debocha de deputados após ser considerado ‘persona non grata’
Comissão de Constituição e Justiça da Alerj aprovou proposta apresentada por deputado do PL; texto ainda precisa ser assinado

O humorista Fábio Porchat publicou um vídeo nas redes sociais em que debocha de deputados estaduais do Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira (14) a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou uma proposta que o classifica como "persona non grata".
No vídeo, Fábio afirmou que mesmo após ser contemplado com prêmios como ator, nunca esteve tão feliz. “Olha, eu tenho mais de 20 anos de carreira, eu já ganhei prêmio, mas eu nunca, nunca pude imaginar que eu fosse conseguir chegar nesse lugar. Deputado chateado comigo é um negócio que enche o meu peito de orgulho. Eu tô até meio tremendo”, ironizou.
Em seguida, o humorista falou sobre Sarah Poncio, que votou a favor. Além disso, ele aproveitou e agradeceu familiares e amigos, de forma sarcástica. “Eu recebi voto de gente da família Poncio, uma família que tem uma trajetória linda no Rio de Janeiro. Eu falo isso e me dá um arrepio, um negócio... Eu quero agradecer muito a muita gente que me fez chegar até aqui: ao Porta dos Fundos, meu pai, minha mãe”, disse.
Fábio Porchat também aproveitou a oportunidade para ironizar a importância da votação em relação a demandas públicas do estado. Segundo ele, os deputados poderiam combater até mesmo a milícia, mas preferiram lhe atacar.
“Eu quero agradecer especialmente a todos os deputados que podiam estar debatendo segurança pública do Rio, quem vai ser o governador que não tem governador que eu vi agora, podiam estar atrás de milícia, tentando levar saneamento básico para as comunidades, mas não. Eles estão pensando em mim”, afirmou.
Na sequência, o ator afirmou ser um privilégio receber o título de "persona non grata" e citou outras pessoas que foram até mesmo presas e não o receberam. Segundo Fábio, “não é todo mundo que pode bater no peito e dizer que é 'persona non grata' pela Alerj”.
Por fim, ele fez um apelo para que os deputados votem a favor quando a proposta for para a plenária. Para ser oficialmente aprovada, a proposta precisa ter, no mínimo, 41 votos a favor.
“Fica aqui o meu apelo, por favor, pensem com carinho, me deem essa chance. Eu prometo que eu vou fazer jus, eu vou continuar fazendo os vídeos de comédia sempre, vou continuar xingando político filha da puta, vou, não vou parar. Confiem em mim. Eu quero chegar onde nenhum comediante chegou. Eu conto com vocês, do fundo do coração”, debochou.
Entenda o projeto
O projeto foi apresentado da Alerj pelo presidente da CCJ, deputado Rodrigo Amorim (PL), e passou por uma primeira votação na semana passada, que terminou empatada com três votos a favor e três contrários.
A ação contra Porchat é baseada em trechos de esquetes religiosas do humorista, assim como sátiras em que ele xinga o ex-presidente Jair Bolsonaro. “O escárnio manifestado pelo referido humorista, em tom de deboche, não apenas atinge a honra do ex-presidente e de seus apoiadores, mas também despreza a liturgia do cargo e os valores democráticos que sustentam a nação”, destaca o texto.
Com a aprovação do CCJ, o projeto é considerado constitucional e será levado para votação no plenário da Alerj. Mesmo que a ação, definida pelo próprio Amorim como “meramente moral”, seja aprovada, ela não impedirá que o humorista siga no Rio de Janeiro.
Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



