Deolane pode ter gasto mais de R$ 2 milhões para ter carro que não é vendido no Brasil
Automóvel esportivo apreendido com a influenciadora não é comercializado no Brasil e requer processo de importação independente

Deolane Bezerra, presa na manhã desta quinta-feira (21), surpreendeu ao ter um Cadillac Escalade apreendido. A marca americana não comercializa veículos no Brasil e confirmou que só deve chegar ao paísno último trimestre de 2026, além de oferecer apenas carros elétricos no mercado nacional.
Para chegar ao Brasil, o veículo, que custa em média R$ 875 mil, precisou passar por um processo de importação independente, que pode chegar ao custo de R$ 2,1 milhões. Porém ainda não é claro se a advogada adquiriu o carro nos Estados Unidos ou o comprou seminovo, já no país.
Além do Cadillac, Deolane teve um Mercedes-Benz G61, um Range Rover e um Jeep Commander apreendidos. A advogada foi presa por suspeita de lavar dinheiro para o PCC.
O modelo Escalade é o principal da montadora Cadillac. O veículo possui um motor V8 com 6.2 litros e 691 cv de potência, junto de 89,9kgfm de torque. Além disso, o carro tem tração nas quatro rodas, câmbio automático de 10 marchas e uma tela de 55 polegadas no painel.
Para trazê-lo ao país é necessário que o veículo se enquadre em uma série de critérios impostos pela legislação nacional. O carro precisa ter menos de 300km para ser liberado pela alfândega como sendo novo.
Além disso, o comprador precisa comprovar compatibilidade de renda do CPF com o valor da compra. O Ibama também deve ser consultado e precisa emitir uma Licença de Importação. Se o veículo não atender às regras de emissões e ruído, pode ser barrado nessa etapa.
O Denatran também precisa emitir o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT), que atesta que o veículo está de acordo com as normas brasileiras. E depois disso, o carro deve ser registrado na Declaração de Importação no Sistema de Comércio Exterior, sistema ligado a Receita Federal.
Veja detalhes da prisão de Deolane
A prisão ocorreu durante uma operação policial voltada ao combate à lavagem de dinheiro e à atuação financeira atribuída ao PCC. Além do mandado de prisão preventiva, também foram executadas medidas de busca e apreensão e bloqueio de ativos ligados aos investigados. Ao todo, 17 veículos de luxo foram apreendidos e quatro imóveis restringidos.
A operação também alcança outros nomes apontados pela polícia como integrantes ou operadores financeiros do esquema investigado. Entre os alvos estão pessoas ligadas ao núcleo financeiro da organização criminosa e indivíduos que, segundo os investigadores, teriam participado da movimentação de patrimônio e da ocultação de recursos. São eles:
- Deolane Bezerra, influenciadora (mandado de prisão cumprido em Barueri);
- Everton de Souza, vulgo Player, que seria operador financeiro do esquema (mandado de prisão cumprido);
- Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola (mandado de prisão cumprido em penitenciária federal);
- Alejandro Camacho, irmão de Marcola (mandado de prisão cumprido em penitenciária federal);
- Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola (foragida, estaria na Bolívia, mandado de prisão incluído na Difusão Vermelha);
- Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola (foragido, estaria em Madri, mandado de prisão incluído na Difusão Vermelha).
Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



