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Cristiano chama depressão de 'câncer da alma' após diagnóstico de Zé Neto

Artistas suspenderam agenda de shows por 90 dias para tratamento do cantor sertanejo

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Zé Neto e Cristiano  • Reprodução

Após o anúncio da suspensão dos shows por 90 dias, Cristiano, da dupla com Zé Neto, fez uma publicação em seu perfil nas redes sociais na noite desta sexta-feira (23) para se manifestar sobre a situação e o tratamento da depressão e síndrome do pânico do parceiro. A dupla, que estava escalada para a Festa do Peão de Barretos, foi substituída por João Bosco & Vinicius.

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O cantor revelou que Zé Neto enfrenta problemas de saúde mental há quatro anos e, diante da gravidade da situação, não havia outra alternativa senão interromper as atividades da dupla: "Luto com o meu irmão há quase 4 anos, tentando de toda forma ajudá-lo a se levantar, convivendo com isso, sofrendo com isso, sem poder falar a verdade, sem poder pedir socorro. Eu sei o que vivi nesses 4 anos como ninguém. O Zé me chama de irmão mais velho, e eu sempre me senti na obrigação, por amor, de cuidar dele durante esses quase 15 anos de carreira. Não havia mais saída, não tinha opção, era preciso parar, dar um tempo. Eu não me importo com a fama, com o desaparecimento da dupla, com o esquecimento. Eu me importo com quem eu amo! Jamais me perdoaria se perdesse o Zé, pois eu prometi quando tudo isso começou que daria até minha última gota de sangue por ele, e garanto que ainda estou cheio de sangue", escreveu Cristiano.

Cristiano também mencionou que Zé Neto começou a entrar em um processo de autodestruição, incluindo o consumo excessivo de álcool. A pausa nos shows, segundo ele, veio no momento certo para evitar uma possível tragédia: "Ele estava bebendo? Sim, muito, exageradamente, mas quando se está doente, alguma coisa precisa anestesiar aquela dor para seguir em frente. Alguns caem nas drogas, outros no álcool, outros no suicídio. Conseguimos parar a tempo de não evoluir para um fim trágico. Tirei um espinho da garganta, de sempre ter que fingir que está tudo bem, quando não está... Deveria estar triste? Não sei, mas estou feliz e aliviado por finalmente isso ser tratado da maneira que deve", finalizou.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.