A bailarina era rival direta de
Na carta, Aline fez um longo desabafo e pontuou que sua família precisou “atravessar” um momento de dor após sua passagem pelo programa.
Ela também falou sobre erros e seu estilo de vida, que estaria incomodando muitas pessoas. “Eu não sou perfeita. Tenho ego para equilibrar. Erro. Ainda erro muito e continuarei errando. Também estou em processo”, afirmou Aline, que disse não ter entrado no programa para “ser melhor do que ninguém”.
“Nesse mundo, quem fala de cuidado incomoda. Quem escolhe o silêncio incomoda. Quem tenta mudar incomoda. É assim com quem para de beber. Com quem começa a comer melhor. Com quem decide dormir cedo. Com quem escolhe olhar para dentro. A pessoa vira o alvo”, destacou em outro trecho.
“Vou seguir com humildade, com verdade e com o coração de uma pequena aprendiz... Porque, no fim, não é sobre estar certa. É sobre buscar virtudes. É sobre entender que somos um só. Obrigada a todos que me ouviram com o coração aberto”, concluiu.
Veja a cara aberta na íntegra
“Quero começar dizendo algo que talvez muita gente não espere ouvir de mim:
Entendo quem me rejeitou. Quem me criticou. Entendo quem me julgou dentro da casa. Entendo quem me julgou fora dela também.
Porque ninguém acorda de manhã escolhendo viver na dor, no medo ou na intolerância.
Todos nós vivemos dentro do mundo que aprendemos a enxergar. Repetimos comportamentos, crenças e padrões que, muitas vezes, machucam... mas que foram ensinados como “normais”.
E quando alguém aparece tentando viver diferente, isso incomoda. Nos força a sair do modo padrão de pensar, sentir, enxergar a vida..
Parece estranho. Exagerado. Forçado. “Chato”.
Eu sei.
Eu não sou perfeita. Tenho ego para equilibrar. Erro. Ainda erro muito e continuarei errando. Também estou em processo.
Mas eu NUNCA entrei ali para ser melhor do que ninguém. Entrei para “jogar” sem deixar de ser verdadeira comigo mesmo. E para tentar contribuir, do jeito que podia. Do jeito que faço aqui fora genuinamente.
Tentei lembrar que a gente pode se tratar melhor. Que cuidar do que a gente come, de como dorme, de como respira, do jeito que cuida do corpo, da mente e do coração, pode mudar a vida... e muda mesmo.
Não entrei para dar lição. Não entrei para ser “palestrinha”.
Vivi na casa do BBB exatamente como vivo aqui fora. Tentei manter meus hábitos. Minha rotina. Meu jeito de cuidar de mim.
Não tinha personagem. Não tinha máscara. Era eu.
E eu entendo como isso soa num mundo acostumado ao barulho, à intriga, à fofoca, à briga. Num mundo que aprendeu a se alimentar de conflito. Se alimentar do que não alimenta a alma.
Nesse mundo, quem fala de cuidado incomoda. Quem escolhe o silêncio incomoda. Quem tenta mudar incomoda.
É assim com quem para de beber. Com quem começa a comer melhor. Com quem decide dormir cedo. Com quem escolhe olhar para dentro.
A pessoa vira o alvo.
O que me preocupa não é ser criticada. O que me preocupa é ver como a gente aprendeu a aplaudir o que nos faz mal e a atacar quem tenta lembrar que existe outro caminho.
Ver gente tentando se promover em cima do julgamento é constrangedor.
Pessoas usando a própria crueldade como trampolim para posar de consciente, enquanto aponta o dedo para quem, do jeito que podia, tentava inspirar para hábitos positivos.
Nunca me senti acima de ninguém. Pelo contrário. Eu tento estar junto. Eu também estou aprendendo. Eu também estou me reconstruindo, o tempo todo. E isso foi dito por mim, mas não repercutiu.
Se fui mal interpretada por alguns, tudo bem. Se fui rejeitada, tudo bem. Se fui julgada, tudo bem.
Isso também faz parte do meu processo.
O que eu não vou fazer é trair aquilo em que acredito.
Eu acredito que dá pra viver com mais consciência, mais presença, mais gentileza e mais verdade. Reconhecendo nossas falhas.
Eu não estou aqui para ser seguida. Estou aqui para lembrar.
Lembrar que existe escolha. Que existe luz. Que existe caminho.
E se, de alguma forma, isso tocou alguém, então já valeu. Mesmo com a dor que minha família precisou atravessar.
Vou seguir com humildade, com verdade e com o coração de uma pequena aprendiz...
Porque, no fim, não é sobre estar certa. É sobre buscar virtudes. É sobre entender que somos um só.
Obrigada a todos que me ouviram com o coração aberto.
Tenho recebido MUITO carinho de gente do bem, e isso me fortalece.
GRATIDÃO. Namastê.”