Durante uma conversa com
“É o melhor resort que tem em Tiradentes. Eu Fui. Mas assim, a única pessoa assim, babá que estava nesse resort era eu, porque o resort oferecia babás. Então o pessoal preferia. Ele é bem chique, o resort lá. Então assim, a única pessoa que levou babá foi esse pessoal que eu viajei, que foi eu”, começou.
Ela classificou o acontecimento como “preconceito absurdo”. De acordo com a mineira, o local tinha poucos funcionários negros e o tratamento recebido por ela não seria o mesmo caso fosse mãe de uma das crianças.
Para Milena, a pior situação foi quando ela levou tinta para que as crianças pudessem brincar. Quando os funcionários do local apareceram, levaram balde e pano, dizendo que ela deveria limpar o local.
“Aí eu brinquei com as crianças de tinta. Eu deixei para todo mundo. Simplesmente elas, as próprias pessoas que trabalhavam lá chegaram para mim e me deram um pano e o rodo. Falaram assim: ‘agora você limpa’. Só que eu estava lá trabalhando, olhando minhas crianças, eu não estava lá trabalhando para limpar um chão, entendeu?”, explicou Milena com certa revolta.
Ainda durante o relato, a mineira contou que conversou com o chefe da época e foi ele o responsável por defendê-la da situação que estava acontecendo.
“Menina, eu nunca fui tão defendida na minha vida! Ele pegou a caixa, foi lá e contou tudo que eu tinha falado durante o dia que estava acontecendo, pediu para chamar a gerência e falou assim: ‘Ela não está aqui como nossa empregada, nada, ela está aqui como uma pessoa da família. O mesmo preso que qualquer um está pagando aqui, ela também está pagando. Eu exijo respeito’. Então assim, eu nunca fui tão defendida na vida, entendeu? E ele pediu uma desculpa geral. Tipo assim, o gerente fez e depois todo mundo me pediu desculpa”, relatou a mineira.
Durante todo o relato, Milena ressaltou que, se fosse mãe das crianças de quem estava cuidando, ou branca, algo assim jamais teria acontecido.