A velejadora de 27 anos, Tamara Klink, se tornou a primeira mulher brasileira e também a mais jovem navegadora do país a cruzar o Círculo Polar Ártico em uma jornada solo. Neste domingo (7), ela falou com exclusividade ao Fantástico sobre a experiência que foi documentada em vídeo.
Tamara conta que uma das experiências mais difíceis que passou foi ter caído do mar, que era algo que ela temia. “Eu não sabia se estava viva ou se estava morta. Só pensei: ‘Será que eu morri? Minha alma veio andando sozinha?’, porque eu não sentia nada no corpo”, lembra.
Depois da experiência desafiadora, ela usou pela 1ª e única vez, um telefone que só deveria ser usado em emergências, e ligou para o pai. A filha de Amyr Klink disse que afirmou euforicamente que estava viva em poucos segundos de conversa com o pai, que estava dentro de um avião prestes a decolar.
Ela também disse que precisou aprender a costurar a própria pele e que passou por treinamentos de tiro e precaução a ataque de ursos, para sobreviver caso se depare com algum urso polar, que são predadores de humanos. Os treinamentos são obrigatórios para quem vai viajar sozinho para locais em que podem haver ursos polares.
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Depois que completou a travessia, Tamara e seu veleiro, Sardinha 2, passaram o inverno na Groelândia, sem navegar, porque o mar ao seu redor estava congelado. Em meio ao cenário em que se olha em volta e só existe gelo, ela conta que o que mais a marcou foi a ausência de som. “Eu passei oito meses em isolamento”, destaca.
No Instagram, ela compartilhou alguns vídeos da experiência, numa espécie de carta em formato de vídeo para a avó. Em um dos
Coragem que está no sangue
Tamara Klink é filha de Amyr Klink, que é navegador e escritor. Ele foi a primeira pessoa a fazer a travessia do Atlântico Sul a remo, em 1984. A jornada durou 100 dias, percorrendo 7 mil quilômetros, entre Lüderitz, na Namíbia (África) e Salvador, na Bahia. Assim como a filha, Amyr também foi sozinho.
*Sob supervisão de Felippe Drummond