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Juliano Cazarré faz revelação sobre família após defender PL do aborto

O ator foi criticado nas redes sociais após apontar que ‘todo aborto é o assassinato de um inocente’

Após receber inúmeras críticas por defender o Projeto de Lei (PL) 1904/2024, chamado de “PL do Aborto”, Juliano Cazarré foi às redes sociais nesta segunda-feira (17) para se explicar. O ator fez uma revelação sobre sua família explicando que seu filho, Vicente, de 14 anos, é adotado.

Primeiramente, Cazarré explicou o motivo de seu posicionamento público sobre a polêmica. “Eu demorei vários dias para me posicionar sobre a questão de ser contra o aborto em todos os casos. De achar que o aborto não é a solução, sempre é só mais um trauma, além de ser a morte de uma criança e às vezes da mãe”, disse.

“Eu não queria falar sobre isso, não gosto de me meter em polêmica. Eu passo mal. Passo meus dias entristecido, não gosto de ser atacado nas redes sociais, mas quando o assunto é importante o suficiente eu sinto que preciso dar minha opinião. Dou minha opinião sem medo e com o peito aberto, sempre sou claro no que penso”, acrescentou.

Segundo ele, seu posicionamento é contrário da maior parte da classe artística e ele não tem medo de dizer. “Acho importante de vez em quando que alguém da classe artística venha se posicionar e dar argumentos e razões que vão contra o que a maioria pensa. Parece que somos um grupo homogêneo e não somos, a verdade é que poucos têm a coragem e o peito de se levantar e falar: ‘Eu não penso assim’. E eu não tenho esse problema. Não é fácil para mim, não gosto de me indispor com ninguém. Eu sou um artista como todo artista, eu quero ser amado, gosto de aplauso e não gosto de ser xingado”, ressaltou.

O ator continuou: “Mas um tema tão importante assim eu sentia que precisava dar minha opinião e eu dei minha opinião aqui, esclarecendo fatos, argumentos, dando as minhas razões sem xingar ninguém e não falei de religião em momento nenhum.”

“Aí eu vejo a resposta que eu recebo é xingamento. Não tem como provar que a vida não começa na concepção, não tem como dizer que a criança não morre toda vez que um aborto é feito. Então o que eles fazem? Eles vêm e te xingam. Uma das coisas que falam muito: ‘quem você adotou? Você nunca adotou ninguém’”, afirmou o artista.

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Adoção

Logo depois, Cazarré apontou que sua família tem um caso de adoção. “Bom, tecnicamente a adoção nem seria como eu e a Letícia. A gente fica junto e graças a Deus as crianças nascem. Temos seis filhos e a fila de adoção é gigantesca no Brasil. Então a gente estar na fila de adoção seria tomar o lugar de uma família que não pode ter filhos e quer ter”, apontou.

Ele contou que adotou o filho de sua esposa. “Meu filho mais velho, Vicente, é adotado. Eu adotei o Vicente porque, quando eu reencontrei a Letícia, quando a gente se reencontrou para ficarmos juntos, para namorar e se amar, porque a gente se conhecia como amigos, Letícia estava grávida”, contou.

“Uma gravidez que veio fruto de uma relação abusiva que ela vivia, o cara não queria ser pai, e uma das sugestões do cara foi: ‘Você não vai ter esse filho’, e a Letícia falou: ‘Não preciso de você para nada, vou ter esse filho sozinha’, e voltou para a casa dos pais. Quando a gente se encontrou, ela estava de cinco meses, e eu me apaixonei por ela e sabia que ia ficar com ela o resto da gravidez e seria o pai daquela criança”, completou.

Juliano ressaltou que foi registrado como pai e nunca omitiu a informação do filho. “Depois que o Vicente nasceu, entrei com todos os processos legais para adotar o Vicente. Hoje, com muito orgulho, ele tem o meu nome, o nome do meu pai e da minha mãe no lugar de vô e vó. O vicente sabe disso desde quando ele nasceu, nunca foi um fato que eu omiti do Vicente. Ele sabe que em algum lugar ele tem um pai biológico e, se um dia ele quiser, ele vai poder conhecer e conviver com esse pai”, disse.

“Mas o Vicente só vai ter essa oportunidade porque ele nasceu. Porque a Leticia teve a honra de falar: ‘eu vou ser mãe desse menino sozinha’. Mas olha como é o destino: antes que a criança nascesse, eu apareci na vida dela. E esse menino não passou um único dia da vida dele sem pai, eu estava na maternidade no dia que o Vicente nasceu”, acrescentou.

Por fim, ele concluiu: “Por mais desesperadora que seja a situação, a gente não sabe do futuro. A gente não sabe que graças o futuro e o destino podem nos trazer. Então é não contra o aborto, não contra a morte, porque isso sim é colocar um ponto final, é coroar de fracassos, uma tragédia. Ao passo que você dizer sim para a vida é o começo de uma coisa gloriosa, maravilhosa e nem sabe o que vai ser daquela vida que vai nascer.”


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Natasha Werneck é jornalista formada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Foi repórter de Política e Cultura do Jornal Estado de Minas e já atuou em portais como Hugo Gloss e POPline. Foi estagiária da Itatiaia e retornou à empresa em 2023, como repórter de Entretenimento.
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