Ouvindo...

Times

Linfoma de Hodgkin, câncer da influenciadora Isabel Veloso, é comum em adolescentes?

Diagnosticada com câncer desde os 15 anos, a influenciadora Isabel Veloso compartilha a rotina nas redes sociais

Ver resumo
  • A influenciadora Isabel Veloso, de 17 anos, possui o diagnóstico de linfoma de Hodgkin. Ela descobriu que tinha a doença quando tinha 15 anos
  • Veloso chegou a receber o transplante de medula óssea e a afirmar que havia sido curada em novembro de 2023. Três meses depois recebeu um novo diagnóstico
  • Médicos apontam que ela tem entre dois a quatro meses de vida
  • A jovem vai se casar no dia 13 de abril de 2024, com Lucas Borba
  • Ela foi acusada de mentir sobre a doença nas redes sociais, e apresentou o laudo médico
  • Linfoma de Hodgkin é uma doença rara e representa apenas 0,5% dos diagnósticos de câncer

A influenciadora Isabel Veloso, de 17 anos, diagnosticada com linfoma de Hodgkin em estado terminal, tem gerado repercussão na internet ao compartilhar sua rotina. A condição da adolescente é rara e representa apenas 0,5% dos tipos de câncer e, de acordo com o médico Hematologista do Grupo Oncoclínicas, em Belo Horizonte, Caio César Ribeiro, é mais comum entre pessoas de 20 a 30 anos.

“A maioria dos pacientes acometidos pelo Linfoma de Hodgkin tem entre 20 e 30 anos. Apesar disso, o Linfoma de Hodgkin é uma doença rara, com incidência de 2 a 3 casos para cada 100 mil habitantes anualmente”, pontua o profissional.

Após ser alvo de rumores de fraude, quando seguidores e internautas passaram a afirma que ela mentia sobre o diagnóstico, Isabel Veloso compartilhou o laudo que recebeu. Assinado pela médica Melina Branco Behne, o documento afirma que a jovem tem linfoma de Hodgkin sem resposta ao tratamento quimioterápico e que ela está em cuidados paliativos exclusivos.

Em entrevista à Itatiaia, Ribeiro, explicou que a doença é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático e que costuma acometer principalmente pessoas jovens. No entanto, a doença também possui um pico de incidência em pessoas com mais de 60 anos.

Tratamentos

O tratamento, segundo o médico, é feito com quimioterapia, podendo envolver em alguns casos radioterapia. “O tempo de tratamento normalmente depende do estágio em que a doença se apresenta e pode durar de 2 a 6 meses”, esclarece.

No caso de Isabel Veloso, ela passou por um transplante de medula óssea, mas o hematologista esclarece que nem todos os pacientes necessitam passar pelo procedimento. “A grande maioria dos pacientes vai ser curada apenas como tratamento envolvendo a quimioterapia e radioterapia. O transplante de medula óssea é necessário nos pacientes que apresentam recaída da doença após o primeiro tratamento”, explica.

“A taxa de recaída da doença após o transplante de medula óssea é em torno de 50%, porém existem alguns casos em que essa taxa pode ser maior ou menor, dependendo principalmente de como a doença se apresentava antes do transplante e como ela foi controlada para o procedimento”, completa.

Leia também


Participe dos canais da Itatiaia:

Ana Luisa Sales é estudante de jornalismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente escreve para as editorias entretenimento, curiosidades e cidades.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.
Leia mais